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12 de ago. de 2013

Diversidade Cultural

Após estudar a influência de outros povos na formação de nossa cultura, os alunos do 5º ano apresentaram os resultados para as outras turmas através de teatro. Aproveitamos o momento para trabalharmos também o respeito às diferenças e o combate ao preconceito.

VIVA A DIFERENÇA!
(Música: Você vai gostar de mim/Xuxa)
APRESENTADOR:  O Brasil apresenta  um grande território e por isso possui uma vasta diversidade cultural. Os europeus, a população indígena e os escravos africanos foram os primeiros responsáveis por espalhar cultural no Brasil. Os imigrantes italianos, japoneses, alemães, árabes, entre outros, contribuíram para a diversidade cultural do Brasil. 
Você já parou para pensar que muitos alimentos que você come hoje foram trazidos ao Brasil por esses povos? Sabia que muitos dos hábitos que praticamos hoje também foram influenciados por diferentes povos? Hoje estamos aqui para falar sobre essa diversidade cultural que está presente em todo o Brasil e sobre o respeito que temos de ter ao lidar com pessoas diferentes mas que têm os mesmos direitos e deveres que qualquer um.
Repare ao seu lado! Quanta gente diferente de você, não é mesmo! E o bonito da vida é justamente isso: ninguém é igual a ninguém. Então, é hora de falarmos também do preconceito que tem afastado tantas pessoas uma das outras. Qualquer forma de preconceito deve ser evitada e combatida já que Deus nos fez à sua imagem e semelhança.

A herança dos povos indígenas foi decisiva para que o Brasil se tornasse o país multicultural dos dias de hoje.
Você costuma usar palavras como CANOA, PEREBA e PIPOCA? Agradeça aos índios. Foram eles também os primeiros a usar: o milho, a batata-doce, o cará, o feijão, o tomate, o amendoim, a abóbora, o abacaxi, o mamão, a erva-mate e o guaraná, além de árvores como o caju, o pequi e o cacau. Se você gosta de andar descalço ou de dormir na rede, saiba que os índios também ensinaram isso.
(Apresentação de Dança Indígena)

Os europeus foram os que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa.
A herança portuguesa mais evidente é a língua portuguesa. A religião católica deve-se também ao contato com os portugueses.  As duas festas mais importantes do Brasil, o carnaval e as festas juninas, foram introduzidas pelos portugueses.
Eles trouxeram também a crença em seres como a cuca, o bicho-papão e o lobisomem, além de lendas e cantigas de roda.
(Apresentação de Dança Portuguesa)

O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África. Na música, herdamos o samba, mas também o Maracatu, Congada, Cavalhada e Moçambique.
A capoeira e seus movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança. Instrumentos musicais como tambor, cuíca, reco-reco e berimbau também são herança dos africanos.
Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, feijoada, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros são admirados em todo o mundo.
(Apresentação de Capoeira)

TEATRO
(Música: Ninguém é igual a ninguém/Engenheiros do Havaí)
(Uma Criança, descendente de japoneses, encontra-se sentada num banco de uma pracinha, distraída com uma leitura. Ao seu lado, um adulto lê um jornal. Entra as duas outras com uma bola e se dirigem ao menino em tom de deboche.)
CRIANÇA 1: Japonês! Japonês! Para que lado fica o campinho?
CRIANÇA 2 (levantando a cabeça): Fica na próxima rua! A propósito, eu não sou japonês. Nasci aqui mesmo no Brasil!
CRIANÇA 3 (rindo): Deixa de brincadeira! E esses olhinhos puxados? E esse cabelo lisinho? Você nasceu foi lá no Japão!
CRIANÇA 2 (se levantando): Não... os meus avós nasceram lá. Meus pais e eu nascemos aqui neste país.
CRIANÇA 1 (espantada): E o que seus avós vieram fazer aqui no Brasil? Lá no Japão não é melhor que aqui?
CRIANÇA 2 (compreensiva): Meus pais dizem que meus avós vieram trabalhar no Brasil há muito tempo atrás.
CRIANÇA 3 (alegre): Eu sei essa parte da História! Vieram muitos negros também, não foi?
CRIANÇA 2: Sim, mas isso foi muito tempo antes! E vieram muitos outros povos.
CRIANÇA 1 (com rancor): É... o meu pai diz que o Brasil deveria ser só dos brasileiros. Que não temos emprego e hospitais para todos porque todo esse povo veio para cá.
ADULTA (se dirigindo às crianças): Crianças, desculpem, mas não pude deixar de ouvir a conversa de vocês. Posso conversar com vocês?
CRIANÇAS (olhando uma pras outras, receosas): Pode...
ADULTA (para as crianças): Sentem aqui. (Aponta o banco. Todos se sentam.) Olha... na verdade todos que nasceram aqui no Brasil são brasileiros e por isso têm os mesmos direitos e deveres. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, quem eles encontraram aqui?
CRIANÇAS (satisfeitas por saberem): Os índios?
ADULTA: E o que os portugueses fizeram com os índios?
CRIANÇAS (juntas): Escravizaram e tomaram suas terras.
ADULTA (satisfeita por eles estarem atentos): Mais tarde, quem os portugueses trouxeram para trabalhar nas fazendas de cana?
CRIANÇAS (em coro): Os escravos lá da África!
ADULTA: Então! Aqui no Brasil esses povos trocaram cultura uns com os outros. E mais: eles passaram a se relacionar e tiveram filhos. Assim começou a formação do povo brasileiro.
CRIANÇA 3 (incrédula): Até aí tudo bem! Mas onde entram os japoneses nessa história?
ADULTA: Não só os japoneses, mas vários outros povos vieram morar e trabalhar no Brasil. Todos eles contribuíram de alguma forma para termos o país que temos hoje. Com problemas, mas com muitas coisas boas.
CRIANÇA 2 (tristonha): É mesmo... só de pensar o que passaram índios e negros para chegarmos até aqui...
ADULTA (triste também): Infelizmente ainda há muita gente sofrendo por aí (olha para  nissei) por causa do preconceito. Mas o mais bonito do povo brasileiro é justamente toda essa mistura... Aí, (sorrindo) acabei de me lembrar de uma história.
CRIANÇAS (animadas): Conta!!!
ADULTA (conta):
Há muito tempo, não muito longe daqui, havia um reino muito engraçado. Todas as coisas eram separadas pela cor. Branco, amarelo, azul, vermelho, preto. As borboletas brancas só visitavam o canteiro branco. As borboletas azuis só visitavam o canteiro azul.
Neste reino vivam Julieta e Romeu. Julieta era uma borboleta amarela do canteiro amarelo e Romeu uma borboleta azul do canteiro azul.
Seus pais sempre avisavam para que não passeassem em canteiros de outra cor.
Um dia, na primavera, Ventinho convidou Romeu para dar um passeio no canteiro amarelo. Chegando lá, ventinho apresentou Romeu a Julieta e os dois logo ficaram amigos. Romeu e Julieta começaram a brincar e saíram para conhecer melhor o reino. Ficaram encantados com tudo o que viram e acabaram entrando na floresta. Quando a noite chegou, Romeu e Julieta não conseguiram encontrar o caminho de volta.
Enquanto isso, lá no canteiro amarelo, a mãe de Julieta estava desesperada, e lá no canteiro azul, o pai de Romeu estava preocupadíssimo. Eles não sabiam o que fazer para encontrar os filhos, até que a borboleta amarela tomou coragem e foi falar com a borboleta azul, falaram com o senhor Vento e todas as borboletas saíram de canteiro em canteiro procurando o Romeu e a Julieta.
Quando amanheceu o dia, o céu estava cheio de cores. Quando Romeu e Julieta viram seus pais, ficaram felizes em poder voltar para casa.
E quando chegou de novo a primavera tudo estava diferente naquele reino. Os canteiros tinham todas as cores misturadas. Margaridas, cravos, dálias, miosótis, rosas, cresciam juntas, misturadas. E juntas brincavam as borboletas.
CRIANÇA 1(deslumbrada): Nossa! Que história linda!
CRIANÇA 3 (também deslumbrada): Sim... Ela nos mostra que podemos viver todos juntos. Diferenças podem ser superadas com compreensão e amor.
ADULTA: É isso aí. Bom, não vou atrapalhar vocês mais. Podem ir brincar. (Volta para o jornal.)
CRIANÇAS 1 e 3 (para o adulto): Valeu. Tchau!!! (Voltam-se para o nissei.) Quer ir brincar também?
CRIANÇA 2: Claro, vamos! (Começam a sair.)
CRIANÇA 1 (para o nissei): Como você se chama?
CRIANÇA 2 (para Criança 1): Pedro e vocês? (Saem do palco.)
(Música: Ninguém é igual a ninguém/Engenheiros do Havaí)

(Apresentação do jogral: A cor do sentido)

As almas têm a cor do seu sentido:
o que se dá à vida, o que se pede.
A vida tem a flor do meu sorriso...
mais linda, quanto mais à flor da pele.

Sou negro, sou índio, e branco também.
Sou força e vida na Luz que me vem.
Sou ave e canto, suave e febril.
Sou riso e pranto no chão do Brasil.

E aonde quer que eu vá, eu vou inteiro:
o corpo em pele, alma e emoção.
sou negro, índio, branco... brasileiro.
Sou prisioneiro só do coração.

(Apresentação de expressão corporal: Ninguém é igual a ninguém)

28 de mai. de 2012

PROJETO "MEIO AMBIENTE"












Está sendo desenvolvido juntamente com a Polícia Ambiental o Projeto "Meio Ambiente"que visa conscientizar os alunos a importância de preservar o Planeta Terra.

8 de jun. de 2011

VISITA À EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA DE CURVELO




Visando manter uma proposta de trabalho sempre atualizada e com melhor qualidade de ensino , os alunos tiveram a oportunidade de visitar a Exposição Agropecuária de Curvelo, já que os mesmos participam do PROJETO SANITARISTA MIRIM.
O entusiasmo e o interesse dos alunos por novas descobertas foi contagiante.
VALEU A PENA !!!

3 de out. de 2010

Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil"

Como prometido em postagem anterior, aqui vai o Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil". Caso tenha sugestões de projetos para trabalhar o tema ou sugestões para melhorar este, fique à vontade para enviar um e-mail.

PROJETO “APRENDENDO A CUIDAR DO BRASIL”
JUSTIFICATIVA
Podermos escolher os nossos representantes é a prova mais concreta de que vivemos em uma democracia. As eleições não são uma experiência recente em nosso país. Contudo, há na história do Brasil períodos em que o poder de decisão esteve concentrado nas mãos de um pequeno grupo, sendo que o direito de votar e ser votado foi conquistado após muita luta. No entanto, estão mais evidentes em nossos dias histórias de corrupção por parte dos políticos e o descrédito da população faz com que cresça o número de eleitores que votam por obrigação, muitas vezes escolhendo candidatos nas portas das seções eleitorais ou trocando seu voto por favores e bens materiais. Por isso, é que se faz necessário valorizar cada vez mais esta expressão de cidadania que é o voto, salientando o papel de cada cidadão na escolha dos melhores representantes.
OBJETIVOS
• Valorizar o processo eleitoral como forma de se mudar o país;
• Sensibilizar alunos, futuros eleitores, professores, pais e familiares sobre a importância do voto consciente;
• Integrar o assunto eleições às diferentes disciplinas;
• Identificar formas de combate à corrupção;
• Valorizar a ética nas relações interpessoais.
METODOLOGIA
1) Leitura de textos sobre a História das Eleições no Brasil.
2) Pesquisa sobre as formas de Governo e as diferenças entre elas.
3) Entrevista com pais e familiares sobre o assunto Eleições e a corrupção.
4) Construção e análise de gráficos a partir da entrevista com pais e familiares.
5) Concurso interno (na escola) para escolha dos representantes da Escola no 4º Concurso de Desenho e Redação da CGU, na categoria Desenho.
6) Estudo de textos e vídeos do TSE, relacionados aos Três Poderes da República e à função do Presidente, Governador, Senador e Deputado.
7) Leitura e análise de reportagens identificando a boa aplicação do dinheiro público ou o seu desperdício.
8) Análise de gráficos com o desempenho dos candidatos nas eleições.
9) Pesquisa sobre o número de partidos políticos existentes no Brasil, suas siglas e significados.
10) Leitura de textos sobre a conquista do voto pelas mulheres.
11) Leitura de textos referentes à Ficha Limpa.
12) Leitura de história em quadrinhos sobre Ética e Cidadania.
13) Teatro: “Separando o joio do trigo: uma missão possível”, com o tema Eleições.
14) Pesquisa sobre as principais dificuldades de cada região brasileira e como elas poderiam ser sanadas com o dinheiro público bem aplicado.
15) Leitura e análise de charges com o tema eleições.
AVALIAÇÃO
O envolvimento dos alunos será o indicador de que o Projeto atingiu seus objetivos.

2 de out. de 2010

Reapresentação do Teatro

Nesta sexta, dia 1º de outubro, os alunos da 4ª série fizeram a reapresentação do teatro "Separando o joio do trigo: uma missão possível", com o tema Eleições. A plateia foi composta por alunos e professoras da Educação Infantil à 3ª série. No dia anterior, pais e funcionários já haviam assistido à mesma apresentação (culminância do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil) que fala de eleições, corrupção, compra e venda de votos e de como escolher os candidatos nas eleições. Novamente, os alunos repetiram o sucesso do dia anterior, trazendo com graciosidade e desenvoltura o tema proposto. Veja os detalhes e o texto que faz parte do teatro. A 1ª parte é uma adaptação da peça "Voto vendido, consciência perdida", disponível em www.lei9840.com.br/materiais/votovendido.doc ; a 2ª foi escrita pelo professor Rogério. O desejo dos alunos de participar da peça era tanto que foi preciso fazer adaptações e criar papéis/personagens possibilitando a participação de todos.
1ª PARTE
CENÁRIO: Gabinete da Prefeita – Placa onde se lê: “PREFEITURA DE PASSA OS CINCO”.

A prefeita encontra-se só no gabinete contando um grande maço de notas (dinheiro).
Prefeita conta o dinheiro
- 7.910, 7.920, 7.930, 7.940, 7.950 ... Tem razão da gente ter que desviar dinheiro público, com esse salário miserável!
- Aqui é assim, [APONTA PARA O BOLSO ESQUERDO DO TERNO] neste bolso eu coloco os 8 mil da aposentadoria como deputado; [APONTA PARA O BOLSO DIREITO DO TERNO] neste bolso eu coloco o salário de prefeito; [APONTA PARA O BOLSO DIANTEIRO DA CALÇA – DIREITO] neste bolso eu coloco a arrecadação do IPTU [APONTA PARA O BOLSO DIANTEIRO DA CALÇA – ESQUERDO] e neste, eu coloco as verbas vindas de Palmas.
- Agora preciso arrumar um lugar pra colocar a grana grossa que tá vindo de Brasília. [E FALA COM A PLATÉIA] Alguém pode me dizer onde eu enfio???
ENTRA A ASSESSORA, ESBAFORIDA
ASSESSORA
- Prefeita! O povo tá lá fora e diz que vai entrá jazinho se a senhora não receber os representantes deles!
PREFEITA
- Mái moça! Eles devem tá vindo para me homenagear.
ASSESSORA
- Nada prefeita. Tão é com cara de bravo!
Representantes do povo aguardam a prefeita
PREFEITA
- Deve ser porque vazou a falsa notícia de que vou ser candidata a deputada.
ASSESSORA
- E a senhora vai sair candidata?
PREFEITA
- Tu tá é doida?!? E acha que eu vou largar essa mamata?
ASSESSORA
- Vô jazinho lá fora vê o que esse povo tá querendo. [E SAI CORRENDO]
A PREFEITA VOLTA A CONTAR O DINHEIRO
PREFEITA
- 7.960, 7.970, 7980 ...
LOGO EM SEGUIDA A ASSESSORA VOLTA CORRENDO
ASSESSORA
- Prefeita! O povo tá querendo uma tal de REI..., uma tal de REI..., REINDIVICAÇÃO.
PREFEITA
- Reivindicação sua lerda.
ASSESSORA
- E o que é isso prefeita?
PREFEITA
- Pidonchagem. É isso aí, pidonchagem. Como sempre, certamente vieram pedir alguma coisa.
ASSESSORA
- I é, prefeita?
PREFEITA
- É. Eles devem tá querendo emprego, isso sim.
- Eu conheço muito bem esse tipo de ingratidão.
- Vá lá fora e deixe entrar alguns representantes.
A ASSESSORA SAI CORRENDO E VOLTA COM oito PESSOAS.
ASSIM QUE AS PESSOAS ENTRAM A PREFEITA FALA:
PREFEITA
- Meus correligionários!! É uma honra recebê-los aqui na casa do POVO!
1º REPRESENTANTE
- Deixa de cunversa prefeito!
2º REPRESENTANTE
- É isso mesmo! Esse papo furado não engana mais ninguém!
PREFEITA
- Comigo não tem papo furado não! E ainda mais com vocês que são de dentro da minha cunzinha!
3º REPRESENTANTE
- Sei! Tá achando que nós somos esses “bobo réio” aqui da cidade?
Representantes do povo cercam a prefeita
4º REPRESENTANTE
- Da sua cunzinha, hum! A senhora tá é querendo cunzinhá a gente em banho maria, isso sim!
A PREFEITA SE FAZ DE DISSIMULADA E CONTINUA
PREFEITA
- Mas o que é que os meus eleitores desejam?
5º REPRESENTANTE
- Ação prefeita!
6º REPRESENTANTE
- Nós queremos que a senhora mostre serviço! Que faça alguma coisa!
PREFEITA
- Mais do que tenho feito? Se vocês não sabem, depois que assumi a prefeitura, já reformei a casa e melhorei a fazenda.
7º REPRESENTANTE
- Cunversa prefeita. Além da prefeitura tá caindo aos pedaços, aqui nessa casa continua a maior bagunça. Ninguém trabalha!
1º REPRESENTANTE
- Por falar em fazenda, a fazenda pública piorou depois que a senhora entrou. É só aumento de imposto e muito desvio de dinheiro.
PREFEITA
- Não é nada disso que eu tô falando não! Tô falando que a minha casa depois da reforma ficou muito mais confortável, e que a minha fazenda tá cheinha de gado. Tô até comprando mais treis fazenda!
2º REPRESENTANTE
- Não é isso que o povo quer prefeita!
3º REPRESENTANTE
- O povo quer escolas, hospitais, asfalto, água encanada...
PREFEITA
- Ora! Se eu fizer tudo isso [FAZER SINAL DE DINHEIRO COM OS DEDOS ENQUANTO FALA A SEGUNDA PARTE], não sobra nada pra mim!
4º REPRESENTANTE
- E a senhora acha que trabalha pra quem?
5º REPRESENTANTE
- Fique sabendo que a senhora trabalha para o povo que a elegeu. É! É pro povo que a senhora tem de fazer as coisas, e não pra senhora.
PREFEITA
- ÊPA!!! Auto lá! Não foi isso o combinado!
6º REPRESENTANTE
-Que combinado prefeita?
PREFEITA
- Na véspera da eleição!
7º REPRESENTANTE
- Véspera da eleição?
PREFEITA
- É! O combinado foi UM voto por “DÉI REAL”. Pois então, comprei e paguei cada voto dos meus eleitores.
1º REPRESENTANTE
- Mais... mais....
PREFEITO
- Vocês fazem idéia do quanto tive de gastar com a campanha, camiseta, santinho, showmício e com os “DÉI REAL”?
- Pois é, se eu não recuperar o INVESTIMENTO nesses quatro anos eu vou à falência.
- De onde vocês pensavam que eu ia tirar o dinheiro que pagou tudo isso. O salário de prefeita é muito pequeno. Tão achando que dinheiro cai do céu?
- Agora vão saindo que eu ainda tenho muito dinheiro pra contá.
2º REPRESENTANTE
- Que negócio é esse de mandá a gente saí? Tá pensando que a prefeitura é da senhora?
PREFEITA
- Acho não, tenho certeza. Afinal, quem compra é dono.... xó, xó, xó! [E FAZ SINAL COM A MÃO COMO QUE ENXOTANDO CACHORRO]
ASSIM QUE OS REPRESENTANTES SAEM, EMPURRADOS PELA ASSESSORA, A PREFEITA VAI PARA O CENTRO DO PALCO E FALA COM A PLATÉIA.
- Ora essa, o povo tem de aprender: o que é combinado não é caro.
OLHA NOS OLHOS DA PLATÉIA E COM O INDICADOR APONTA PARA ELA.
A prefeita dá uma lição a quem vende seu voto
- Se você quiser vender o seu voto, EU COMPRO. Só que depois, não me venha pedir escola, hospital, asfalto, água encanada...
- Comigo é assim, é “DÉI REAL” pra lá e VOTO pra cá. Pago o combinado, mas não aceito reclamação.
- É o que eu sempre digo: QUEM VENDE O VOTO, ALÉM DE SER CARA DE PAU, ENTREGA A SUA PRÓPRIA MORAL.
OLHA DIRETO NOS OLHOS DA PLATÉIA E FALA:
- Qué vendê o seu voto?!? [MOSTRA AS NOTAS DE 10 REAIS E FALA] É “DÉI REAL”.
2ª PARTE
Separando o joio do trigo: uma missão possível

Cenário: Ao fundo se vê Totonho e seus amigos em frente à TV, onde se lê: HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO. À frente deles, em outro plano, encontra-se Marinalva. Chega a filha e diz:
ANINHA: __ Mãe, me ajuda a terminar o meu dever. É que tem umas perguntas sobre eleições.
MARINALVA: __ Ai, menina! Logo sobre esse assunto que eu detesto! Espera o seu pai terminar de assistir televisão e vê com ele.
ANINHA: __ Tá bom!
Aninha e Janice às voltas com a tarefa sobre Eleição
Aninha vai entrar para dentro quando encontra sua amiguinha Janice chegando à sua casa.
JANICE: __ Oi, conseguiu terminar sua tarefa sobre as eleições. Lá em casa ninguém pode me ajudar.
ANINHA: __ Aqui vou ter que esperar papai terminar de ver a TV. Vamos esperar lá dentro?
JANICE: __ Vamos. Vou ligar pra minha mãe e dizer que estou aqui.
As meninas entram e se sentam a uma mesa. Na sala, algumas pessoas continuam esperando um programa começar.
Serafina chega e encontra Marinalva na calçada.
MARINALVA: __ Noite, cumade, Serafina!
SERAFINA: __ Noite, cumade, Marinalva!
MARINALVA: __ Ai, cumade! Ainda bem que você apareceu pra mode a gente cunversar.
SERAFINA: __ O que foi cumade?
Marinalva e Serafina discutem a propaganda na TV
MARINALVA: __ É que vai cumeçá a tar de propaganda eleitoral na televisão. Aquele monte de gente falando besteira. Com isso, a novela só vai cumeçar lá pelas tanta da noite. O pior é que Totonho gosta. Tá lá pra assistir com os amigo.
SERAFINA: __ E ele tá mais que certo, cumade. Eu também num gosto de perder minhas novela. Mas saber o que os candidato fala é muito importante!
MARINALVA: __ Cumé que é?! Num tô te intendeno.
SERAFINA: __ Verdade, cumade! É Preciso saber o que cada candidato pensa em fazer para o bem do povo.
MARINALVA: __ Mas, cumade, todo mundo num diz que político é tudo igual?
SERAFINA: __ Só que é preciso separar o joio do trigo, cumade! Tirar as pedras do feijão!
MARINALVA: __ Como assim, cumade? Eu sei catar feijão, mas catar candidato...
SERAFINA: __ Quer dizer saber escolher aqueles que vão empregar melhor o dinheiro que pagamos através dos impostos.
MARINALVA: __ É mesmo, cumade! Bem que estamos precisando de mais médicos lá no posto.
SERAFINA: __ Então? Só analisando a proposta de cada um é que vamos poder escolher os melhores para representar a gente.
MARINALVA: __ Uma coisa eu sei, cumade: nem sempre aquele que promete mais é o melhor. Num é verdade?
SERAFINA: __ É isso aí! Olha, dá tempo de entrar e assistir um pouquinho. Vamos?
As duas entram.
SERAFINA: __ Boa noite, pessoá.
Todos respondem:
__ Boa noite.
Elas se sentam.
TOTONHO: __ Vai cumeçá! Vamo ver o que esse pessoar tem pra falar.
Abre-se a tela  da TV e aparece o primeiro candidato com uma placa com nome e número.
Candidato expõe suas ideias na TV
PROMETEUS: __ Olá, amigo eleitor! Meu nome é Prometeus. Prometo que se for eleito, ninguém mais vai pagar passagem de ônibus e cada brasileiro receberá um salário mínimo por mês mesmo que não trabalhe. Meu número é 666. Conto com vocês!
(Entra o próximo candidato também com sua placa.)
BEMVINDO: __ Caro eleitor ou eleitora, com a minha eleição vou procurar fazer de tudo para que seu dinheiro pago através de impostos seja aplicado. Juntos vamos valorizar nossos professores, melhorar nossas escolas, hospitais e estradas e criar mais empregos. Vote 123, chegou a sua vez!
(Sai e entra o próximo candidato.)
BEM ME QUERO: __ Meu amigo, minha amiga! Já sou muito bem sucedido na vida. Agora quero ajudar a melhorar a vida de todos os brasileiros que como eu poderão ter vários carros, apartamento e dinheiro no exterior. Vote 222, não chore depois.
Totonho pega o controle e desliga a TV.
TOTONHO: __ Vocês viram? É preciso estar atentos às ideias dos candidatos.
CARLITO: __ É mesmo! Tem candidato cheio de promessas. Mas será que elas podem ser cumpridas?
Telespectadores fazem considerações sobre a escolha dos candidatos
ANITA: __ É preciso tomar cuidado também com aqueles que se preocupam só com o próprio bolso. Quando eleitos se esquecem do povo e só pensam em ficar mais ricos. Dinheiro público é coisa séria. Vou pesquisar o passado de meus candidatos.
SEBASTIANA: __ Isso mesmo. Temos que ver se o candidato tem a Ficha Limpa. Tá cheio de político sujo por aí. Não quero saber de meu dinheiro em cueca nem em meia...
MARINALVA: __ Vi que não tem outro jeito. Temos que iscoier aqueles que têm melhores propostas para a saúde, a segurança, a educação, a moradia e outras necessidades do povo.
LUISINHA: __ É pessoar, mas depois de votar temo que acompanhar o trabaio de quem a gente votou. Uma coisa é certa: o nosso Brasil só vai melhorar com o dinheiro público bem aplicado. Então, vamo ficar de olho mesmo depois das eleições.
Todos acenam positivamente com a cabeça. Todos se dão boa noite e saem. Ficam apenas Totonho e Marinalva que se aproxima das meninas.
MARINALVA: __ Filha, ainda precisa de minha ajuda?
ANINHA: __ Claro, mamãe! Mas por que mudou de ideia?
MARINALVA: __ Agora sei que posso te ajudar porque aprendi que a política interfere na vida de todos nós. Posso contribuir para melhorar o meu país ajudando a escolher melhor nossos representantes. Vocês não acham?
MENINAS: __ Sim.
MARINALVA: __ Então vamos lá!
Marinalva se abaixa e começa a ensinar as meninas.
Após o horário eleitoral, os três candidatos entregam seus "santinhos" às pessoas presentes, só que com a mensagem: "ELEITOR(A), USE BEM O SEU PODER DE ESCOLHA. VOTE EM CANDIDATOS QUE VALORIZEM A EDUCAÇÃO. O MEU FUTURO E O DO BRASIL DEPENDEM DE VOCÊ. OBRIGADO PELA VISITA."
FIM
ELENCO:
Prefeita: Bruna
Assessora: Laís
1ª representante: Maria Vitória
2ª representante: Ana Luíza
3ª representante: Eduarda
4ª representante: Brida
5º representante: Luíz Henrique
6º representante: José Roberto
7º representante: Felipe
Aninha: Laura
Janice: Leonara
Marinalva: Thalia
Serafina: Maria Alice
Totonho: Marco Namastê
Carlito: Túlio
Sebastiana: Gabrielle
Luisinha: Maria Eduarda
Anita: Izabela
Bem-me-quero: Bryan
Prometeus: Eron
Bem-Vindo: Daniel
PARABÉNS A TODO O ELENCO PELA BELA PARTICIPAÇÃO!!!


1 de out. de 2010

Culminância do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil"

Aconteceu, nesta quinta-feira, dia 30 de setembro, às 17:30, no Auditório da Escola Dr. Viriato a apresentação da peça teatral "Separando o joio do trigo: uma missão possível". O evento que contou com a presença de pais, alunos, professores e funcionários, durante mais um "Família na Escola", foi a culminância do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil", desenvolvido pelo professor Rogério Trindade e seus alunos. O Projeto será postado aqui numa outra oportunidade, assim como o texto do teatro. Os alunos foram muito aplaudidos, antes e após a apresentação, devido à desenvoltura com que apresentaram o teatro cujo tema central é a Eleição, mas que trata de corrupção e voto consciente. Veja algumas fotos. Outras serão postadas depois, pois haverá reapresentação nesta sexta, às 15:00 para os alunos do turno da tarde.

22 de set. de 2010

Atividade do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil" (4)

Dinheiro público é seu também

Todos os dias, os pais de Arthur o levam para escola antes de irem trabalhar. Eles sempre conversam sobre coisas que veem no caminho ou sobre o que Arthur vai fazer na escola. Mas, naquele dia, quando Arthur tenta falar alguma coisa, os pais parecem não ouvi-lo. Eles estão tendo uma conversa séria sobre o orçamento da família.


– Meu bem, olha só, nós não podemos ter mais despesas extras.... Já precisamos pagar a empregada, o condomínio, comida, água, luz, escola... Não sobra quase nada no final do mês.
– Eu sei, mas queria tanto levar as crianças para conhecer o mar nas férias...

Arthur fica curioso para saber se tudo vai dar certo, e continua escutando os pais falando de números, reais, despesas e orçamento. As coisas ficaram mais complicadas do que ele consegue compreender. Eles finalmente chegam na escola e Arthur desce do carro.

Enquanto está na aula, Arthur sonha com a viagem para a praia, mas toda hora lembra do problema do dinheiro. Fica martelando na sua cabeça uma uma frase que ouviu o pai falar e repetir: “nós não podemos gastar mais do que temos”.

De noite, na hora do jantar, Arthur continua sonhando com a praia e pergunta se seus pais já encontraram uma solução para as férias.

– Estamos pensando, estamos tentando, meu amor.

Os pais continuam conversando e mudam de assunto.

-- As eleições estão aí... você já pensou em quem vai votar?

– Ah, sei lá, acho que vou repetir o voto passado. Em quem foi mesmo que eu votei? Ah, no Fulano.

– Ah é. E vai votar nele por quê?

– Sei lá, político é tudo igual. Eles não fazem nada mesmo e dá uma preguiça pensar para tentar escolher alguém legal.

– É mesmo, né? Então também vou votar nele e caso encerrado. Como foi teu dia no trabalho?

Arthur fica pensando nessa conversa. E senta em frente à TV. Está lá, em todas as manchetes: o tal do Fulano, em quem os pais pensam em votar novamente, está desperdiçando dinheiro público a rodo. Na TV, o repórter fala muito de números, cifras, auditorias e outras coisas que Arthur não entende bem. Só o que ele entende é que o tal do Fulano não fez as contas direito, não colocou no papel – como seus pais fizeram ao decidir as férias – todas as despesas previstas e todo o dinheiro que entrou no tal do orçamento. E no final, as contas estouraram, ele gastou mais do que tinha, e, pelo visto, quem vai arcar com isso é a população.

Quando vai para cama à noite, Arthur fica pensando: por que será que seus pais se preocupam tanto com as despesas da família, e não têm a mesma preocupação com o dinheiro público, que também sai do bolso deles e de cada um dos cidadãos do País?

PARA REFLETIR...
E eu com isso?

Essa preocupação de Arthur é verdadeira! Um pesquisador da Universidade de Brasília estudou o comportamento dos brasileiros e descobriu, numa pesquisa, o que Arthur observou no comportamento de seus pais: o brasileiro se preocupa muito quando o assunto é desperdiçar dinheiro próprio. Mas por outro lado, quando participa de eleições, não há interesse em fiscalizar o gasto público. A dissertação de mestrado é do economista José Jorge Gabriel, que buscou descobrir se os brasileiros avaliam os políticos observando seu desempenho no último mandato.
Ele tinha duas hipóteses. A primeira é que o eleitor não se informa sobre os políticos que escolhe. A segunda é que ele confunde avanços que vieram de políticas federais com a do governador, por exemplo.
– Para o bom funcionamento da democracia é preciso que o eleitorado se informe mais, especialmente sobre a economia e a política do país. Só assim nosso dinheiro será mais bem gasto pelas pessoas que delegamos poder e em prol da sociedade, conclui o pesquisador.

ATIVIDADES
1. Qual era o assunto da conversa dos pais de Arthur?
2. Qual frase dita pelo pai do menino não saía de sua cabeça?
3. O que você entende dessa frase?
4. Qual conceito os pais de Arthur têm em relação aos políticos?
(   ) São todos bem intencionados.
(   ) São todos iguais; nenhum faz nada.
(   ) Trabalham sempre pelo bem da população.
5. O que Arthur descobriu sobre o candidato em que os pais iriam votar?
6. Leia o texto para o papai e a mamãe. Reflita com eles sobre a última pergunta de Arthur. Anote a conclusão a que chegarem.

Atividade do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil" (3)

Eleições – As Peças do jogo
O eleitor
É a pessoa que vota. Para exercer bem esse direito, deve ler muito sobre os candidatos nos jornais, revistas, sites. Isso tudo para, na hora de apertar o botão da urna eletrônica, votar de forma absolutamente consciente. É fundamental saber se os propósitos do candidato são bons e se ele está preparado para exercer as funções relativas ao cargo que vai ocupar.
O voto é obrigatório para todos os brasileiros ou naturalizados brasileiros com idade entre 18 e 70 anos. Já os analfabetos, pessoas que não sabem ler nem escrever; as pessoas entre 16 e 18 anos e as que têm mais de 70 anos só votam se quiserem.

O candidato
Para se candidatar a um cargo, é necessário que a pessoa tenha um programa, que saiba o que pretende fazer em benefício do coletivo. É importante que tenha consciência do trabalhão que terá e das cobranças que serão feitas caso seja eleita. Afinal, estará representando dezenas de pessoas e tomando decisões importantes por elas.
O candidato deve seguir as regras ditadas pela Justiça Eleitoral. Deve fazer uma campanha justa, sem querer vencer os outros candidatos a qualquer preço.
Não podem ser candidatos: estrangeiros, analfabetos e presidiários.

Idade mínima para se candidatar:
• Aos cargos de presidente, vice-presidente e senador: 35 anos.
• Governador e vice-governador: 30 anos.
• Deputado federal, estadual ou distrital, prefeito ou vice-prefeito: 21 anos.
• Vereador: 18 anos.

O voto

No Brasil o voto é obrigatório para os brasileiros entre 18 e 70 anos; e secreto. As pessoas que votam podem escolher o candidato que quiserem, sem que ninguém se meta na decisão. Mas nem sempre foi assim. Até 1932, os brasileiros precisavam revelar na hora das eleições, em quem iriam votar. Imagina como era grande a pressão que os eleitores sofriam!!

ESTUDO DO TEXTO
1. O texto compara as eleições a um jogo. Quais são as peças desse jogo?
2. No Brasil, o voto é obrigatório para os brasileiros entre 18 e 70 anos. Você acha que o voto é um direito ou um dever? Por quê?
3. Releia o primeiro parágrafo do texto e responda: O que o eleitor deve saber sobre o candidato?
4. O que é necessário ser do conhecimento do candidato?
5. Até 1932, o voto no Brasil não era secreto. Na sua opinião, o que isso poderia ocasionar?
6. Pesquise o significado de Partido Politico e quais são os partidos existentes no Brasil (sigla e significado).
7. Escolha uma pessoa de sua casa que irá votar nas próximas eleições e realize a entrevista proposta abaixo. Os resultados serão utilizados na construção de gráficos na aula de Matemática.

ENTREVISTA
E. M. DR. VIRIATO DINIZ MASCARENHAS
TEMA: ELEIÇÕES
“Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?”
Organização: Prof. Rogério/4ª Série
Entrevistado: __________________________________________________
Profissão: ___________________________________________ Idade: ___
Bairro: ___________________________________________
-Responda, a cada item, marcando com um X apenas uma resposta a cada pergunta. Os dados como nome, profissão e idade não serão disponibilizados ao público, mas apenas analisados na forma de gráficos e/ou tabelas pelos alunos.

1. O que você pensa do direito ao voto?
(A) Deveria ser obrigatório apenas para homens.
(B) Deveria ser obrigatório para todos os cidadãos, independente da idade.
(C) Não deveria ser obrigatório, mas facultativo.
(D) É uma expressão de cidadania.

2. Como você costuma escolher seus representantes?
(A) Estudo suas propostas e seu passado.
(B) Voto naqueles que investem mais em propaganda.
(C) Voto naqueles que me prometem favores.
(D) Escolho qualquer um, pois todos são iguais.

3. Qual seu pensamento em relação ao horário eleitoral gratuito?
(A) Uma perda de tempo, pois ninguém assiste.
(B) Muito importante para que o eleitor possa escolher melhor seus representantes.
(C) Deveria ocupar um horário maior na televisão.
(D) Deveria acabar.

4. Com relação à “Ficha Limpa” você:
(A) Não conhece, mas acha que vai deixar a cidade mais limpa.
(B) Acha que não vai dar em nada, pois não vai punir ninguém.
(C) Concorda que pessoas que devem à justiça devem ser impedidas de disputar as eleições.
(D) Discorda, pois pensa que todos têm direitos iguais.

5. A Lei da Ficha Limpa:
(A) Proíbe os candidatos de sujarem as ruas.
(B) Impede que candidatos honestos concorram às eleições.
(C) Foi criada para favorecer candidatos corruptos.
(D) Proíbe a candidatura de políticos em débito com a justiça.

6. Neste ano, as eleições serão para:
(A) Prefeito e Vereadores somente.
(B) Presidente e Governadores somente.
(C) Presidente, Governadores e Senadores.
(D) Presidente, Governador, Senador e Deputados.

7. Você se lembra do candidato em quem votou na última eleição?
(A) Sim.
(B) Não.
(C) Votei em branco.
(D) Anulei o voto.

8. O que você pensa dos políticos?
(A) São todos iguais e só pensam em si mesmos.
(B) Existem aqueles que lutam pelos interesses da população.
(C) Todos cumprem bem o seu papel.
(D) Deveriam ser mais bem remunerados.

9. Qual a sua opinião com relação ao salário dos políticos brasileiros?
(A) É justo.
(B) Deveria ser maior.
(C) Deveria ser um salário mínimo.
(D) Não precisava ser tão alto.

10. Sua maior expectativa com relação ao novo presidente diz respeito:
(A) Ao aumento do número de empregos.
(B) Ao aumento do valor do salário mínimo.
(C) À melhoria da saúde, educação e segurança.
(D) Não tenho nenhuma expectativa.

11. O que você tem a ver com a corrupção no Brasil?
(A) Nada, pois não sou político.
(B) Nada, pois não ajudei a escolher nenhum político corrupto.
(C) Nada, pois não me interesso pelo assunto.
(D) Tudo, pois a corrupção desvia dinheiro do povo.
12. Para você, qual a melhor forma de melhorar a qualidade da escola pública?
(A) Pagar baixos salários aos educadores, obrigando-os a trabalharem em mais de uma escola.
(B) Investir na formação e valorização dos profissionais da educação.
(C) Instituir o tempo integral em todas as escolas públicas, mesmo que elas não estejam preparadas para isso.
(D) Construir mais escolas, sem se preocupar com as relações interpessoais que acontecem dentro delas.

13. Qual atitude você considera ética?
(A) Receber dinheiro, materiais ou favores em troca do voto.
(B) Votar e acompanhar o trabalho dos candidatos eleitos.
(C) Votar em branco para se vingar dos maus políticos.
(D) Deixar de votar sem justificativa.

Obrigado pela sua participação!
Painel com os gráficos construídos a partir das entrevistas com os familiares e professores

21 de set. de 2010

Ainda esta semana...

Já estão prontas duas novas postagens com Atividades do Projeto "Aprendendo a cuidar melhor do Brasil". Elas serão divulgadas ainda esta semana. Não deixe de conferir!
Na semana que vem, os alunos da 4ª Série do Prof. Rogério irão apresentar, no pátio da Escola Dr. Viriato, a peça teatral "Separando o joio do trigo: uma missão possível" com o tema eleições. Não perca!


10 de set. de 2010

Atividade do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil" (2)

Por dentro das eleições

Os sinais de que estamos em um ano eleitoral estão por todos os cantos do nosso país: nos adesivos grudados nos carros, nas bandeirolas espalhadas pelas janelas, nas caminhadas (chamadas de corpo a corpo) que os candidatos fazem pelas ruas, nos noticiários do dia-a-dia, nos comícios e propagandas de rádio e televisão. Mas pra que tudo isso?
Daqui a pouco menos de um mês, 125 milhões 910 mil brasileiros participarão das eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente da República. Como? Por meio do voto.

Cargos estaduais e federais
O governador, que também ocupa cargo no Poder Executivo, é como um prefeito do estado (São Paulo, Acre, Paraná...). E usando essa lógica, o deputado estadual tem a função parecida com a do vereador; quer dizer, são os deputados estaduais que elaboram as leis para serem cumpridas por todo o estado. Por exemplo, um deputado estadual do Paraná faz leis para serem cumpridas dentro do estado do Paraná.
Cada estado brasileiro tem os seus deputados estaduais. No Distrito Federal, eles são chamados de deputados distritais.O presidente da República, que também faz parte do Poder Executivo, é o chefe da Nação. Ele tem a função de executar as leis elaboradas pelo Poder Legislativo (deputados e senadores, lembra?) e administrar o País todo. Para isso, ele conta com a ajuda dos ministros. Já os deputados federais e senadores fazem as leis que mexem com a vida de todos os brasileiros. Eles apresentam, discutem e aprovam (ou não) os projetos de lei, inclusive o tanto de dinheiro que o Governo Federal vai gastar durante o ano - Lei do Orçamento Anual (LOA). Os deputados e senadores têm também a função de fiscalizar as administrações públicas.
Participe!
Eleição é assunto sério, mas não precisa ser considerado uma coisa chata. Você pode começar a praticar porque daqui a pouco será sua vez de escolher seus representantes. Além de escolher, é bom ficar de olho no que os candidatos prometem (que tal anotar tudo num caderninho?). Depois, é preciso conferir se, após eleito, o candidato está cumprindo o que prometeu durante a campanha eleitoral.

Congresso Nacional
O Congresso Nacional é o local de trabalho dos deputados federais e senadores. É composto por duas casas:
Câmara dos Deputados - É formada por 513 deputados, representantes do povo, eleitos para mandatos de quatro anos. O número de deputados (representatividade) de cada estado tem a ver com o número de habitantes de cada estado. Assim, São Paulo, onde vivem mais de 40 milhões de pessoas, tem 70 cadeiras na Câmara. Já Rondônia, com uma população de menos de 2 milhões de habitantes, tem apenas oito deputados.
Senado Federal - É formado por 81 senadores, representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, eleitos para mandatos de oito anos, sendo que a cada quatro anos uma parte (1/3) é renovada. A representatividade (3 senadores por estado) é igual para todo o Brasil.
(Texto adaptado de: http://www.plenarinho.com.br/)
ATIVIDADE
1. De acordo com o texto:
(   ) todos os brasileiros participarão das eleições deste ano.
(   ) menos da metade dos brasileiros vai participar das eleições deste ano.
(   ) mais da metade dos brasileiros vai participar das eleições deste ano.
2. Relacione de acordo com a função:
(1) Presidente
(2) Governador
(3) Deputados estaduais
(4) Deputados federais e Senadores
(   ) Elaboram as leis para serem cumpridas por todos do Estado.
(   ) Executa as leis federais e administra o país todo.
(   ) Discutem e aprovam ou desaprovam projetos de lei que influenciam a vida dos brasileiros.
(   ) Executa as leis estaduais e administra o Estado.
3. Como é composto o Congresso Nacional? Onde fica?
4. Por que alguns estados têm mais deputados federais que outros?
5. Você concorda com essa forma de distribuição de vagas?
6. Pesquise quantos deputados federais tem nosso estado.
7. Assistir aos filmes da Campanha do TSE confrontando-os com as informações do texto. (Encontrados nos links abaixo).

Atividade do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil" (1)

O Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil" foi idealizado pelo Prof. Rogério Trindade e tem como um dos objetivos aprender a valorizar o voto como uma "arma" a favor da democracia. O projeto terá como culminância a apresentação da peça teatral "Separando o joio do trigo: uma missão possível" e a participação dos alunos no Concurso de Desenhos da CGU cujo tema é "Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?". Várias atividades serão desenvolvidas integrando as disciplinas. O Projeto e outras atividades serão disponibilizados no blog à medida em que forem sendo desenvolvidas.
Uma das atividades foi desenvolvida através da leitura do texto abaixo integrado a História, já que a 4ª Série está estudando a transição de Brasil Colônia para Brasil Império e a Constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I.

Eleições no Brasil



A história do voto no Brasil
Eleições diretas ou indiretas, e a cargos muito variados, ocorrem em nosso território há cerca de cinco séculos.
História do voto no Brasil

Data de 1532 a primeira eleição aqui organizada. Ela ocorreu na vila de São Vicente e foi convocada por seu donatário, Martim Afonso de Souza, visando a escolher o Conselho administrativo da vila. Na verdade, durante todo o período colonial, as eleições no Brasil tinham caráter local ou municipal.
Eram votantes os chamados "homens bons", expressão que designava gente qualificada pela linhagem familiar, pela renda e propriedade, bem como pela participação na vida civil e militar da época.

Cortes Portuguesas

Somente um ano antes da proclamação da Independência, em 1821, ocorreu a primeira eleição brasileira em moldes modernos. Elegeram-se os representantes do Brasil para as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa.
Desde 1808, Dom João governava o Império português a partir do Brasil, devido à guerra com a França. Nesse período o Brasil perdeu a condição colonial, tornando-se Reino Unido a Portugal e Algarves. Desse processo, como se sabe, resultou a proclamação de nossa Independência por dom Pedro I.

Durante o Império

A primeira Constituição brasileira, outorgada por dom Pedro I, em 1824, definiu as primeiras normas de nosso sistema eleitoral. Ela criou a Assembléia Geral, composta por duas casas: o Senado e a Câmara dos Deputados - a serem eleitos pelos súditos do Império. Os senadores basicamente eram nomeados pelo imperador.
O voto era obrigatório, porém só tinham capacidade eleitoral os homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada. Estavam excluídos da vida política nacional quem estivesse abaixo da idade limite, as mulheres, os assalariados em geral, os soldados, os índios e - evidentemente - os escravos.
Em 1881, a Lei Saraiva introduziu o voto direto, mas ainda censitário. Desse modo, até o fim do Império, somente 1,5% da população brasileira tinha capacidade eleitoral.

Na República

A República não modificou rapidamente esse quadro. Na primeira eleição direta para presidente da República, em 1894, Prudente de Morais chegou ao poder com cerca de 270 mil votos que representavam quase 2% da população brasileira da época.
A ampliação do direito de voto a um número cada vez maior de brasileiros aconteceu ao longo do século XX. O voto feminino, por exemplo, data de 1932 e foi exercido pela primeira vez em 1935. Em função da ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), porém, as mulheres só voltaram a votar em 1946.
Vale lembrar que a ditadura de Vargas e a dos militares de 64 privaram o eleitorado nacional do voto para presidente por nove vezes e que, em 117 anos de República com 34 presidentes, somente 16 se elegeram pelo voto direto.

Quem vota hoje

Até a Constituição de 1988, o voto era um direito negado aos analfabetos, sem falar dos soldados e marinheiros.
A partir de 1988, com a Constituição que continua em vigor, o eleitorado aumentou consideravelmente, e veio a ultrapassar a casa dos 100 milhões. Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos e para quem tem 16 e 17 anos ou mais de 70 anos.

ESTUDO DO TEXTO
1. Sobre a primeira eleição organizada no Brasil, informe:
a) Data em que ocorreu:
b) Local:
c) Objetivo:
2. A expressão "homens bons" era usada para designar:
(   ) alfaiates, libertos e soldados.
(   ) escravos e índios.
(   ) juízes, advogados, fazendeiros e comerciantes.
(   ) empregados assalariados.
3. Como era representado o Poder Legislativo, de acordo com a Constituição de 1824?
4. Sobre o voto no período monárquico, responda:
a) Era facultativo ou obrigatório?
b) Quem era proibido de votar?
5. Quando ocorreu a primeira eleição direta para Presidente no Brasil?
6. Quando as mulheres votaram pela primeira vez?
7. Atualmente, o voto é obrigatório para:
(   ) maiores de 16 anos.
(   ) quem tem 16 e 17 anos ou mais de 70 anos.
(   ) todos os brasileiros com mais de 18 anos.
(   ) os analfabetos e com mais de 70 anos.
8. O que você pensa sobre a forma como eram escolhidos os representantes do povo antes de 1988?
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