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26 de fev. de 2018

Dia do Idoso - Atividade com o livro "Era uma vez três velhinhas"

-Nome do livro
-Autor(a)
-Ilustrações

-O que você acha que contará essa história?
Era uma vez três velhinhas
Tão velhinhas...
Não!!! Não!!! Não eram.
Bem que o tempo tentou
Que elas ficassem velhinhas,
Mas as três não deixaram.



Na verdade, esta história
Precisa começar assim:
Era uma vez três meninas
Disfarçadas de velhinhas.




Marina menina                                       Mercedes menina                                       Virgínia menina
 tinha uma biblioteca...                              tinha uma vila...                                 tinha uma cozinha...

As três eram meio fadas!



Vó Marina encantava meninas
E meninos com suas histórias.
Criança triste até esquecia a
Tristeza entre as páginas dos livros.




Vó Mercedes sabia de tudo
Para alegrar a criançada. Sabia
Até consertar pneu furado. Não tinha
Criança na vila que ficasse triste
Ao lado dela.



Vó Virgínia, ou Vó Gigi, como gostava
De ser chamada,
Adoçava todas as brigas, dos netos
E dos amigos dos netos.
Dia de festa era dia de casa cheia
Fila comprida.



Um dia, as três meninas partiram da Terra sem pedir licença.
Foram saindo de fininho, sem nem dar tempo da gente se despedir.



E, agora, Marina menina conta histórias no céu.
Ao seu lado, menina Mercedes inventa muita moda.
E Gigi menina faz bolinhos encantados  para alegrar as tardes.





Os anjos agradecem a chegada delas por lá.
E os que aqui ficaram sentem saudades, mas, quando fecham os olhos, podem...
... ouvir as histórias de Marina, lembrar da alegria de Mercedes e sentir o cheirinho dos bolinhos da Gigi.




ESTUDO DO TEXTO
- Por que a autora chama as velhinhas de “meninas disfarçadas de velhinhas”?
-Relacione as personagens às suas características:
(1) Vó Marina        (2) Vó Mercedes         (3) Vó Virgínia
(   ) Vivia promovendo festas para as crianças.
(   ) Era habilidosa na contação de histórias.
(   ) Inventava coisas para alegrar as crianças.
-Releia a 7ª parte do texto. O que a autora quis dizer com “ partiram [...] sem pedir licença”?
-Onde as vovós foram morar?
-De acordo com a história, o que se pode fazer para lembrar delas?
-Qual o significado da expressão: “adoçava todas as brigas”?
-Qual o tipo de narrador?

15 de jul. de 2014

LÍNGUA PORTUGUESA – GÊNERO: TEXTO CIENTÍFICO

O céu está ficando menos azul
Desequilíbrio na atmosfera começa a alterar a luz que chega à Terra

Você já teve a impressão de que o céu está menos azul? Não é impressão. Segundo um novo estudo, que analisou 3 250 medições atmosféricas feitas em diversas partes da Terra, isso realmente está acontecendo: nas regiões mais críticas, o céu está 20% menos azul do que na década de 1970. O efeito é provocado pelo excesso de aerossóis na atmosfera - uma camada de sujeira flutuante que junta moléculas de poeira, fuligem e dióxido de enxofre produzido por carros, indústrias e queimadas. Ou seja: além de provocar efeito estufa, a poluição já está modificando a luz que chega à Terra.
A luz do sol é branca. Mas, quando entra na atmosfera terrestre, ela esbarra nas partículas que estão suspensas no ar (moléculas de oxigênio, nitrogênio e água) e se decompõe em várias cores. É por isso que, quando você olha para cima, vê um sol amarelo e um céu azul. O amarelo e o azul são subprodutos da luz branca - eles foram separados e espalhados pelas moléculas da atmosfera. Só que os aerossóis alteram essa divisão. “ Eles são muito pequenos, e conseguem rebater os raios de sol como nenhum outro poluente”, explica o físico atmosférico Kaicum Wang, da Universidade de Maryland. Os aerossóis “seguram” os raios de luz azul lá em cima, impedindo que eles desçam e cheguem com plena força aos seus olhos. E ai o céu adquire um aspecto leitoso, menos azul.
A região mais afetada é o sul da Ásia, Oceania e América do Sul. Os pesquisadores também notaram um enfraquecimento no azul do céu dos EUA.  A grande exceção é a Europa - onde desde a década de 1990 o céu está ficando mais azul ( possivelmente porque os níveis de alguns poluentes tenham diminuído). Mas alguns cientistas especulam que os aerossóis possuam também um efeito positivo. Como eles reduzem a quantidade de luz que chega à superfície da Terra, ajudariam a diminuir a temperatura global em até 1 grau. Um céu menos azul por uma Terra menos quente.
                   (Super Interessante. Edição 207- OUT.2009)

1. Nos dias atuais temas relacionados ao planeta são, além de interessantes, necessários para que saibamos as consequências de nossos atos para o planeta. O texto acima é jornalístico de divulgação cientifica. É um gênero textual que
a) Apresenta-se estruturado por parágrafos,  organizado de forma narrativa, utilizando como personagens Ásia, Oceania e América do Sul.
b) Apresenta-se estruturado por parágrafos, organizado de modo a descrever como está o céu.
c) Apresenta-se estruturado por parágrafos, do tipo informativo-expositivo pois, seleciona e organiza dados e informações, numa linguagem padrão.
d) Apresenta-se estruturado por parágrafos, do tipo argumentativo, com intuito de convencer o leitor que devemos para de poluir.

2. Qual a finalidade deste texto?
a) Informar o leitor sobre o tema.
b) Convencer o leitor a não poluir.
c) Mostrar a opinião do autor.
d) Descrever a paisagem.

3. Com que finalidade foram usados os travessões no texto que você leu?

4. Por que o uso das aspas em “ Eles são muito pequenos, e conseguem rebater os raios de sol como nenhum outro poluente”? 

5. De acordo com o texto, a região mais afetada pela perda de intensidade do azul do céu é:
a) Ásia, Oceania e América do Sul.
b) Oceania e Europa
c) EUA e Europa
d) Ásia e Europa.

6. O uso dos parênteses em: ...(possivelmente porque os níveis de alguns poluentes tenham diminuído) é justificado por:
a) O objetivo é destacar apenas.
b) O objetivo é explicar apenas.
c) O Objetivo é separar apenas.
d) O objetivo é impressionar apenas.

7. Explique o que você entendeu em: “Um céu menos azul por uma Terra menos quente”.

8. Leia o trecho da música abaixo.

“ Na beleza desse céu
Onde o azul é menos azul
Aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul”

Em que o trecho se diferencia do original?

9. Reescreva a frase, substituindo a palavra grifada por outra de mesmo sentido:
a) Alguns cientistas especulam que os aerossóis possuam efeito positivo.

b) Conseguem rebater os raios solares como nenhum outro poluente.


23 de mai. de 2014

Atividade com Tirinha

a) A palavra MAL nessa tirinha é o antônimo de ________________________.

b) Se a personagem não estivesse MAL HUMORADA, ela estaria ___________ humorada.

c) Leia as frases e complete-as com MAU ou MAL:
a) João tem um vizinho muito _____________.
b) Sônia passou muito _____________ ontem à noite.
c) É preciso cortar o ______________ pela raiz.

d) Rebeca olhou para Ricardo e achou que ele estava com uma cara de _______________.

Atividade com Charge

a) Cite dois problemas sociais do Brasil criticados nessa charge?


b) A charge critica ainda a realização de um evento no Brasil. Que evento é esse?

Atividade: Carta do leitor e Ortografia (Sons do X)

Leia o texto com atenção:

 


"No  dia 1º, o fiscal me impediu de expor na feira do Trianon. Me inscrevi em 2004, fiz teste de aptidão, paguei taxas de uso de solo e de licença, e comecei a trabalhar na semana seguinte. O juiz que cassou a liminar provavelmente nem leu o processo. Nossa advogada anexou documentos provando a legalidade dos expositores que estão com problemas porque funcionários da Prefeitura perderam os documentos de quem fez teste em 2004. Nós, artesãos, criamos objetos de arte considerados cultura no mundo todo, menos no Brasil. E, aos 63 anos, não tenho perspectiva de conseguir outro trabalho"
José Eduardo Pires
Vila Maria Alta

1. Este gênero textual é:
(A) um bilhete.     
(B) uma carta do leitor.   
(C) um telegrama.     
(D) um classificado.

2. José Eduardo Pires escreveu este texto com o objetivo de:
(A) defender a venda de produtos de artesanato, como símbolos de cultura.
(B) queixar-se do fato de ter sido impedido de trabalhar numa feira de artesanato.
(C) dirigir-se ao juiz que desconsiderou as razões apresentadas por uma advogada.
(D) solicitar a interferência de uma advogada para defender seus direitos.

3. É correto afirmar que o reclamante é:
(A) um idoso.             
(B) uma autoridade.               
(C) um funcionário.                
(D) um juiz.

4. Nas palavras que apresentam a letra X, essa letra tem som de ..., respectivamente:
(A) z, ch, q, s.           
(B) s, ch, cs, s.           
(C) ch, ss, z, ch.               
(D) s, s, cs, ch.


22 de mai. de 2014

Gênero: Carta do leitor 2

1. Os textos que você acabou de ler pertencem ao gênero .....................................
2. Qual a crítica apresentada em cada um dos textos?
3. Onde foi publicado cada um dos textos?
4. Quem escreveu cada um destes textos?

Gênero: Carta do Leitor

1. Qual é a profissão do autor dessa carta?
2. Qual é o assunto dessa carta?
3. Que elementos da carta tradicional esse texto não apresenta?
4. Onde esse texto foi publicado?
5. Qual a opinião do autor em relação à realização da Copa do Mundo no Brasil?
6. Que argumento o autor usa para provar que a Copa do Mundo não é o problema do Brasil?

20 de mai. de 2014

Resenha de livro

GABRIEL E A COPA DO MUNDO DE 2014
Neste livro de Ilo Brenman, da Editora Brinque Book, Gabriel descobre as 12 cidades brasileiras que serão sedes da Copa do Mundo de 2014 e já imagina como será esse grande evento: em Cuiabá, a bola voará como um sabiá. Em Fortaleza, o jogo, com certeza, será uma moleza. Em Recife, o juiz se comportará como um xerife. 
Com ilustrações alegres e despretensiosas da premiada Silvana Rando, este livro alegre e com rimas, mostra às crianças quais cidades brasileiras sediarão os jogos da Copa.

1. Que tipo de gênero textual você acabou de ler?
2. Com que objetivo este texto foi escrito?
3. Qual o assunto desse texto?
4. Quais adjetivos do texto se referem ao livro descrito nele?
5. Você ficou com vontade de ler este livro? Por quê?
6. Produzindo... Que tal fazer como Gabriel e brincar escolhendo rimas para as cidades sedes da Copa 2014? Pesquise em quais cidades os jogos acontecerão e use a imaginação.

5 de mai. de 2014

Gênero Fábula

O Cão Raivoso
O Cão Raivoso
Um cão era acostumado a atacar de surpresa, e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.
Então, seu dono pendurou um sino em seu pescoço, pois assim podia alertar as pessoas de sua presença, onde quer que ele estivesse.
O cachorro cresceu orgulhoso e vaidoso do seu sino. Caminhava tilintando-o pela rua, como se aquilo fosse um grande troféu por méritos, que o tornava superior aos demais.
Um velho e experiente cão de caça então lhe disse:
___ Por que você se exibe tanto? Este sino que carrega, acredite, não é nenhum sinal de honraria, mas uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso.
Moral da história: Engana-se quem pensa que o fato de ser notado o tornará honrado.

1. Responda às perguntas com respostas completas:
a) Quem é o personagem principal da história?
b) O que ele gostava de fazer?
c) O que seu dono fez?
d) Para o cão, o que representava o sino?
e) Em que parágrafo você fica sabendo disso?

2. Leia a frase:
O cão de caça era velho e experiente.

Sublinhe as características do cão de caça.

3. Uma outra moral para essa história poderia ser:
(    ) Pequenos amigos podem se tornar grandes amigos.
(    ) Quem busca aparecer demais é carente de honra.
(    ) Para esperteza, esperteza e meia.

4. Reescreva as frases no caderno, substituindo as palavras destacadas pelo sinônimo:
a) Assim, podia alertar as pessoas do perigo.
(avisar – reclamar – apertar)
b) Pensava que aquilo fosse um grande troféu por méritos. (raivas – medalhas – merecimento)
c) Engana-se quem pensa que o fato de ser notado o tornará honrado. (desrespeitado – respeitado – iludido)


5. “Caminhava tilintando-o pela rua.” No texto, a quem se refere o pronome grifado?

8 de set. de 2013

Os Contos e a nossa Diversidade Cultural

Ainda com foco no trabalho envolvendo as raízes de nossa cultura, a turma do 5º Ano do professor Rogério Trindade apresentou durante a Feira Cultural da Escola Dr. Viriato a dramatização de três contos de origem indígena, portuguesa e africana, respectivamente. Abaixo, transcrevo os contos e apresento as máscaras utilizadas para caracterizar os personagens.
O roubo do fogo (Antonieta Dias de Moraes) – Lenda Indígena
Há muito tempo atrás, a terra era de todos, mas o fogo, não. O fogo possuía um dono. O dono do fogo era o Urubu. Para o Urubu não esfriar, ele  trazia o fogo sempre escondido debaixo das asas.(Entra o Urubu com o fogo debaixo do braço.)
Baíra, observando que naquele tempo os índios secavam os alimentos ao sol, resolveu roubar o fogo para que eles pudessem cozinhar sua comida.
Baíra era muito inteligente. Sabia muitas coisas. Falavam que foi ele que ensinou os Parintintim
a caçar passarinhos com visgo … Também os ensinou a usar o sangab, uma espécie de peixe fingido, para retirar os peixes de verdade.
Certo dia, o jovem índio Baíra falou:
―Por que o fogo tem que ter dono? O fogo deve ser de todos! A água tem dono? Não tem. O sol tem dono? Não tem. A terra tem dono? Não tem. E as plantas tem dono? Não tem. Então por que o fogo há de ter dono? Não pode! O fogo tem que ser de todos.
Baíra então planejou roubar o fogo do Urubu. Entrou no mato, se cobriu de folhas e de cupins, depois se deitou no chão, sem se mexer, fingindo-se de morto.
Dali a pouco ouviu um zumbido. 
Era a mosca azul. Ela examinou o defunto falso e em seguida saiu em disparada para o céu.
O Urubu veio logo... Não perdeu tempo, trouxe o fogo debaixo das asas. Amigos e familiares o acompanhavam. Segundo os índios, na época, Urubu era como gente: tinha mãos e tudo. Mesmo morando no céu, comia carniça como hoje. Com as mãos preparava o moquém, uma grelha feita de varas que servia para assar e defumar a carne e o peixe.
Ele preparou o moquém e colocou o fogo embaixo. Soprou, soprou deixando o fogo bastante vermelho e muito quente.  Baíra não se mexia, porém abria um dos olhos e espiava, espiava, para aprender a mexer com o fogo. Quando estava aceso, o Urubu chamou os filhos para olharem o fogo.
..
De repente,  Baíra mexeu-se, sem querer. Os filhos de Urubu olharam o fogo e avisaram:
―Papai o homem se mexeu!
Urubu não acreditou e mandou os filhos caçarem moscas azuis, com as flechinhas que havia lhes dado. Os pequenos se distraíram  caçando moscas e esqueceram o fogo.
Baíra se levantou, de repente, e roubou o fogo. Na mesma hora ele fugiu.
O Urubu, ao ver aquilo, avisou sua gente. Foram todos juntos à procura do ladrão. Baíra escondeu-se no oco de uma árvore. O Urubu e sua gente  também tentou entrar no oco do pau. Para escapulir, Baíra saiu pelo outro lado e entrou em um matagal que havia por perto.
Urubu fracassou, devido as asas que o atrapalhava. Foi desta forma que Baíra pode fugir e encontrar a margem de um rio muito largo.
.. Do lado de lá estava todo o seu povo, a tribo dos Parintintins, mas o rio era tão largo que ele não podia atravessar.
Queria entregar o fogo mas o rio o separava. Chamou a cobra surradeira, uma espécie de cobra que corre muito e falou:
―Aqui está o fogo. É necessário levá-lo para minha gente que fica do outro lado do rio. Vá rápido, para que o fogo não apague.
Colocou o fogo aceso nas costas da surradeira, e ordenou que levasse através da água. A cobra, ouvindo a ordem de Baíra, partiu rápido, mas infelizmente não chegou ao lado oposto.
Baíra puxou o fogo com uma vara, que tinha a ponta em gancho, e chamou o camarão. O camarão chegou até o meio do rio, mas, não suportando o calor, virou camarão cozido e ficou vermelho, e assim é até hoje.
Baíra puxou o fogo com a vara novamente, e chamou o caranguejo. Depois, disse de si para si:
“O caranguejo, sim, é que vai levar o fogo para meu povo”.
Mas o caranguejo não suportou o calor e, chegando ao meio do rio, ficou todo vermelho como é até hoje.
Baíra não desistiu. Puxou o fogo para si e colocou às costas de uma saracura.

―Vou levar o fogo a sua gente do outro lado do rio.
A saracura partiu em disparada, quase sem roçar a água, mas não teve tempo de alcançar o outro lado. Nem sentiu o calor do fogo nas costas  e começou a gritar:
―Não pode ! Socorro! Socorro!
Baíra pegou o fogo e chamou o sapo-cururu.
.. Este pegou o fogo e...pula-que-pula,nada-que-nada foi levando-o para os parintintim, que aguardavam na margem oposta . Chegou pertinho, mas estava exausto, não conseguia sair da água. Os índios levaram-no para a terra, e pegaram o fogo.
Feito isso, Baíra apertou o rio e o fez estreitar-se como um riacho. Deu um salto e chegou à margem oposta facilmente. Encontrou o seu povo, que festejou a façanha do herói durante uma semana, com festas e danças.
A partir daquele dia, graças a Baíra, os Parintins conheceram o fogo. Puderam assar o peixe e a caça no moquém.
Cururu, o sapo,  por ter levado o fogo virou o pajé. (Os índios colocam o cocar no sapo.) Por isso é chamado “ladrão do fogo”, e pode comer o foguinho dos vaga-lumes sem se queimar.
Mas, quando faz frio, não há fogo que o aqueça. Aí, ele se recorda do fogo de verdade, e canta assim: "Sapo Cururu na beira do rio..."

A MORTE QUE FEZ UM HOMEM RICO – Conto Português
Um homem tinha muitos filhos e todos os homens daquele lugar já eram seus compadres.
A mulher ficou grávida outra vez e estava pronta  para dar a luz. O homem, que não queria pedir a mais ninguém, saiu de casa para encontrar um padrinho para o menino. 
Encontrou no caminho um homem muito desfigurado, que lhe perguntou aonde ele ia.
Ele contou-lhe, e o homem disse-lhe que voltasse para trás, que ele seria o  padrinho da criança. Assim foi.
Quando acabou o batizado, o homem disse:
— Compadre, repare bem para mim, para me conhecer onde quer que me encontrar. Eu sou a Morte. Tu muda de casa e faz-te médico, que hás-de ganhar muito dinheiro. Em tu me vendo aos pés da cama de qualquer doente, é porque ele escapa. Em tu me vendo à cabeceira, é porque ele morre. 
O homem assim fez; começou a ter muita fama e ganhava muito dinheiro e já estava muito rico mais os filhos.
Num dia a Morte chegou-se ao pé dele e disse-lhe:
— Bem, agora já te fiz rico, mas hoje chegou a tua vez e venho matar-te.
O homem pediu muito que o deixasse viver mais um ano.
A Morte consentiu.
O homem então mandou fazer uma torre de bronze, com as paredes muito grossas, para a Morte lá não entrar.
Quando o ano estava quase a acabar, ele mandou fazer um anel de ouro, meteu-o no dedo e fechou-se na torre.
Estava lá a descansar junto à família, e apareceu-lhe a Morte ao pé dele.
Ele, muito assustado, perguntou-lhe:
— Ó comadre Morte, tu por onde é que entraste?
A Morte disse que pelo buraco da fechadura.
Ele então disse-lhe:
— Já que tu te meteste pelo buraco da fechadura, hás-de meter-se pelo buraco desta cabaça.
A Morte meteu-se e ele tapou a cabaça com uma rolha e disse à Morte:
— Agora sai daí para fora se és capaz.
A Morte disse-lhe:
— Ó compadre, pois eu fiz-te tanto benefício, e tu agora queres-me aqui deixar dentro desta cabaça? Tira-me a rolha, que eu não te faço mal.
O homem tomou a perguntar-lhe se ela não lhe fazia mal. A Morte disse que não.
Ele destapou a cabaça e, ao tempo que destapou, caiu, mas não morto, e a Morte roubou-lhe o anel. Ele disse:
— Ó comadre, então tu prometeste-me que não me matavas, e agora queres-me matar. Deixa-me ao menos rezar um Padre-Nosso pela minha alma.
A Morte consentiu. Ele o que fez?
Começou a rezar o Padre-Nosso até ao meio e depois tornava a começar. De modo que a Morte não o podia matar.
O homem então saiu da torre e começou outra vez na sua vida.
Um dia andava ele à caça e a Morte fingiu-se de morta no meio do monte.
O homem chegou e, julgando que era um homem morto, disse:
— Ah! Pobre homem, quem te matou? Deixa-me ao menos rezar um Padre-Nosso pela tua alma.
Rezou, mas ao tempo que acabou, a Morte levantou-se e matou-o. 

POR QUE O MORCEGO SÓ VOA À NOITE – CONTO AFRICANO
Há muito e muito tempo houve uma tremenda guerra entre as aves e o restante dos animais que povoa as florestas, savanas e montanhas africanas.
Naquela época, o morcego, esse estranho bicho, de corpo semelhante ao do rato, mas provido de poderosas asas, levava uma vida mansa voando de dia entre as enormes e frondosas árvores à cata de insetos e frutas.
Uma tarde, (...) foi despertado pelos trinados aflitos de um passarinho:
(Passarinho) - Atenção, todas as aves! Foi declarada a guerra aos 
quadrúpedes . Todos que têm asas e sabem voar devem se unir na luta contra os bichos que andam no chão.
O morcego ainda estava se refazendo do susto, quando uma hiena passou correndo e uivando aos quatro ventos: 
(Hiena) _ Vamos todos os quadrúpedes vencer esta batalha!
(Morcego) - E agora? Eu não sou uma coisa nem outra.
Indeciso, não sabendo a quem apoiar, resolveu aguardar o resultado da luta:
(Morcego) - Eu é que não sou bobo. Vou me apresentar ao lado que estiver vencendo.
Dias depois, escondido entre as folhagens, viu um bando de animais fugindo em carreira desabalada, perseguidos por uma multidão de aves que distribuíam bicadas a torto e a direito. Os donos de asas estavam vencendo a batalha e, por isso, ele voou para se juntar às tropas aladas.
Uma águia gigantesca, ao ver aquele rato com asas, perguntou:
(Águia) - O que você está fazendo aqui?
(Morcego) - Não está vendo que sou um dos seus? Veja!  Vim o mais rápido que pude para me alistar.
(Águia) - Oh queira me desculpar . Seja bem-vindo à nossa vitoriosa esquadrilha.
Na manhã seguinte, os animais terrestres, reforçados por uma manada de elefantes, reiniciaram a luta e derrotaram as aves, espalhando penas para tudo quanto era lado.
O morcego, na mesma hora, fechou as asas e foi correndo se unir ao exército vencedor.
(Leão) - Quem é você?
(Morcego) - Um bicho de quatro patas como Vossa Majestade.
(Elefante) - E essas asas? Deve ser um espião. Fora daqui!
O morcego, rejeitado pelos dois lados, não teve outra solução passou a viver isolado de todo mundo, escondido durante o dia em cavernas e lugares escuros.
É por isso que até hoje ele só voa de noite.
*Obs.: Algumas modificações foram feitas nos textos para melhorar a dinâmica das apresentações, bem como foi criada uma trilha sonora com efeitos especiais.






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