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8 de mar. de 2010

Atividade da CF 2010

O texto abaixo, embora não tenha como ideia central o uso do dinheiro, deixa claro como nos esquecemos dos problemas do próximo devido à correria do dia-a-dia. Esta correria, muitas vezes, se explica pela busca de mais dinheiro.

1. O assunto do texto é:
(   ) os cuidados que devemos ter com os dentes.
(   ) a pobreza no Brasil.
(   ) a indiferença frente aos problemas do outro.
2. O narrador é personagem ou observador? Justifique.
3. Que parágrafo comprova que a cena vista pela menina já era comum?
4. Segundo o pai, aquela situação era problema do governo. O que você acha?
5. Podemos retirar do texto a seguinte conclusão:
(   ) Sempre colocamos em prática aquilo que aprendemos.
(   ) A preocupação excessiva com os bens materiais impede-nos de enxergar as necessidades do próximo.

27 de fev. de 2010

Atividade da CF 2010

Trabalhamos esta semana, mais este texto cujo assunto é o Dinheiro. Por isso, fizemos a relação dele com a Campanha da Fraternidade 2010 e com o texto que acompanha o cartaz.

Dinheiro...


Por que corre tanto?
Que tantas contas são essas para pagar?
Por que essa aflição na alma
e essa falta de tempo para a vida?
Por quê você transforma os seus momentos,
que deveriam ser de descanso,
depois de um dia inteiro de trabalho
 em um tormento sem fim?
O que tanto lhe falta que não permite viver
uma vida, ainda que modesta,
de maneira tranqüila, serena?


Dizem que devemos buscar incessantemente o sucesso,
que devemos ganhar mais para ter mais.
Mais o quê?


Quanto custa um minuto de paz?
Quanto custa meia hora de amor sincero?
Quanto custa a saúde plena?
Quanto custa o viver em família?
Quanto custa dormir sem calmantes
por uma noite inteira?
Quanto custa poder andar, falar,
sorrir sem nenhum aparelho?
Quanto custa ter amigos com quem contar?
Quanto custa conhecer Deus?


Cuide para saber onde está o seu coração.
Se ele estiver preso ao dinheiro
e às conquistas materiais, pode ser que você não encontre
o que lhe satisfaça, e o vazio na alma
deixará para sempre uma pergunta inquietante:
"E o que tens ajuntado, para quem será?”
 
Estudo do Texto
1.O autor do texto "Dinheiro" e o autor do texto que acompanha o cartaz da CF 2010:
(   ) têm ideias diferentes quanto à influência do dinheiro em nossas vidas.
(   ) têm ideais semelhantes quanto à influência do dinheiro em nossas vidas.
(   ) são indiferentes com relação à influência que o dinheiro tem sobre nós.
2. O autor do poema faz várias perguntas. O que ele pretende com isso?
(   ) Encontrar respostas prontas.
(   ) Fazer-nos refletir sobre algumas de nossas atitudes.
(   ) Mostrar que a vida não tem valor algum.
3. Releia: "Se ele estiver preso ao dinheiro..."
a) A palavra em destaque se refere a quê?
b) Qual o significado da palavra preso neste trecho?
4. Responda:
Quanto custa um minuto de paz para você?
5. Encontre no texto o sinônimo das seguintes palavras:
tormento - simples - tranquila - sem parar - completa - incômoda
6. Que resposta daria à última pergunta do texto:
a) uma pessoa egoísta?
b) uma pessoa solidária?
 
(Sugestões de Atividades para trabalhar a CF 2010? Envie para lereumabeleza@gmail.com que teremos o prazer de divulgá-las com os devidos créditos.)

17 de fev. de 2010

Oração da CF 2010

Oração da Campanha da Fraternidade 2010 Ecumênica

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” Mt 6,24c

Ó Deus criador,
do qual tudo nos vem,
nós te louvamos
pela beleza e perfeição
de tudo que existe
como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica,
acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna,
aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.
Ilumina, ó Deus, nossas mentes
para compreender que a boa nova que vem de ti é amor,
compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados
de omissão diante das injustiças
que causam exclusão social e miséria.
Pedimos por todas as pessoas
que trabalham na promoção do bem comum
e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito,
queremos viver o serviço e a comunhão,
promovendo uma economia fraterna e solidária,
para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Significado do cartaz da CF 2010

“Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24). Com esta frase em destaque, o cartaz desta Campanha da Fraternidade representa o desafio de uma escolha quotidiana em nossa vida.

O fundo escuro evoca a penumbra de um templo onde, no recolhimento da oração, as mãos em atitude de súplica diante de uma vela feita não de cera, mas de dinheiro, revelam o drama do ser humano que precisa de bens materiais para satisfazer suas necessidades, mas que pode também se tornar escravo da ganância.
Aquelas mãos suplicantes dirigem uma prece a Deus, ou ao Dinheiro como se fosse Deus? É a luz de Deus que ilumina ou é o cintilar do ouro que atrai? O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo mercado, onde tudo se compra e se vende. Precisa-se de dinheiro para comprar alimentos, roupa, para cuidar da saúde, para pagar o colégio, para adquirir a moradia e custear o lazer.
O cintilar do ouro e das moedas, porém, se mistura facilmente com a ambição e o desamor. Você pode se tornar escravo dos bens materiais e depositar neles a sua segurança. Você pode viver acumulando dinheiro e propriedades como se deles dependesse a sua vida. Você não pensa que seus bens podem ser supérfluos e suas necessidades podem ser imaginárias, induzidas pela propaganda, pela moda, pelas promoções de fim de semana. Você também acaba esquecendo que há crianças abandonadas, pobres morando nas ruas, pessoas famintas e doentes, e fica cuidando do seu dinheiro como se fosse Deus, fechando os olhos sobre as necessidades do próximo.
Este Cartaz convida você a se libertar da dependência dos bens materiais. A pôr a sua confiança em Deus. A fugir da ganância e do egoísmo. A cultivar sentimentos de fraternidade. A contribuir com o seu trabalho e os seus bens, para a construção de um mundo mais justo e solidário.
Fonte: Edições CNBB

Campanha da Fraternidade 2010

Com um ato solene a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica foi lançada no dia 10 de setembro, próximo passado, no Rio de Janeiro. O tema da Campanha da Fraternidade 2010 é "Fraternidade e Economia" e o lema é "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6, 24). O tema e o lema foram escolhidos no ano passado depois de muitas reuniões e pesquisas. O evento contou com a participação de várias autoridades eclesiásticas e políticas: O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; o presidente do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), pastor sinodal Carlos Augusto Möller; a senadora Marina Silva; o economista e secretário de Economia Solidário do Ministério do Trabalho, professor Paul Singer entre outros.
Sob a responsabilidade do CONIC, a Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. O objetivo geral da Campanha é "Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão". Portanto a Campanha da Fraternidade 2010 quer unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo a paz. A Campanha vai nos ajudar a reconhecer nossa omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Hoje precisamos combinar eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica, percebendo a relação e a importância do meio ambiente nas atividades de desenvolvimento econômico, social e cultural.
O Texto-Base da Campanha insiste que a economia existe para a pessoa e para o bem comum da sociedade, não a pessoa para a economia. O lema da Campanha, a afirmação de Jesus registrada no Evangelho de Mateus: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24) nos propõe uma escolha entre os valores do plano de Deus e a rendição diante do dinheiro, visto como valor absoluto dirigindo a vida (Texto-base, p.47). O dinheiro, embora necessário, não pode ser o supremo valor dos nossos atos nem o critério absoluto das decisões dos indivíduos e dos governos. O dinheiro "deve ser usado para servir ao bem comum das pessoas, na partilha e na solidariedade". Toda a vida econômica deveria ser orientada por princípios éticos. A medida fundamental para qualquer economia é um sistema que deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida de todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis. O capitalismo selvagem trabalho no sentido oposto. Não se importa com a destruição da natureza ou com o fato de que está tornando sistêmica a miséria de milhões de famílias.
Na história humana, marcada por ambições, explorações, injustiças e ganância, a Bíblia se volta decididamente para a defesa dos pobres. No âmbito social, a Bíblia nos mostra profetas acusando reis e gente poderosa que enriquece à custa do povo e não cuida bem daqueles a quem deveriam servir (Is. 3,13-15; Jr 5, 27-29: Ez 34, 2-4 etc.). No âmbito comunitário, a Bíblia fala sobre a diária do trabalhador que deve ser paga no mesmo dia, pois ele precisa disso para viver (Ex 19, 13), e ao socorro que devemos prestar aos pobres (Dt 15, 7-11). No âmbito pessoal somos chamados a evitar corrupção e desonestidade e viver a partilha no amor fraterno. As palavras de João no Evangelho de Lucas (Lc 3, 10-14) nos oferecem uma orientação clara nesta área. (cf. p.48 do Texto-Base).
O Texto-Base da Campanha deve ser um instrumento à disposição das comunidades cristãs e de todas as pessoas de boa vontade para enfrentar, com consciência crítica, os temas do desenvolvimento e da justiça, da economia e da vida humana no Brasil e no mundo. Precisamos denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte. A Campanha nos convida a lutar para: incluir a alimentação adequada entre os direitos previstos na Constituição Federal; erradicar o analfabetismo; eliminar o trabalho escravo; combater o trabalho infantil; conseguir uma tributação justa e progressiva; garantir o acesso à água e continuar a luta pela Reforma Agrária.
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