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30 de out de 2010

Atividade com Crônica (4)

Esta foi mais uma crônica desenvolvida com os alunos da 4ª série. Eles adoraram! Também, quem não se encanta diante da criatividade do autor ao revelar a idade do personagem principal!? Surpreendente até mesmo para os adultos. É uma crônica de Moacir Scliar baseada em uma notícia de jornal.
Tormento não tem idade


- Meu filho, aquele seu amigo, o Jorge, telefonou.
- O que é que ele queria?
- Convidou você para dormir na casa dele, amanhã.
- E o que é que você disse?
- Disse que não sabia, mas que achava que você vai aceitar o convite.
- Fez mal, mamãe. Você sabe que odeio dormir fora de casa.
- Mas, meu filho, o Jorge gosta tanto de você...
- Eu sei que ele gosta de mim. Mas eu não sou obrigado a dormir na casa dele por causa disso, sou?
- Claro que não. Mas...
- Mas o que, mamãe?
- Bem, quem decide é você. Mas, que seria bom você dormir lá, seria.
- Ah, é? E por quê?
- Bem, em primeiro lugar, o Jorge tem um quarto novo de hóspedes e queria estrear com você. Ele disse que é um quarto muito lindo. Tem até tevê a cabo.
- Eu não gosto de tevê.
- O Jorge também disse que queria lhe mostrar uns desenhos que ele fez...
- Não estou interessado nos desenhos do Jorge.
- Bom, mas tem uma cosa...
- O que é mamãe?
- O Jorge tem uma irmã, você sabe. E a irmã do Jorge gosta muito de você. Ela mandou dizer que espera você lá.
- Não quero nada com a irmã do Jorge. É uma chata.
- Você vai fazer uma desfeita para a coitada...
- Não me importa. Assim ela aprende a não ser metida. De mais a mais você sabe que eu gosto da minha cama, do meu quarto. E, depois, teria de fazer uma maleta com pijama, essas coisas...
- Eu faço a maleta para você, meu filho. Eu arrumo suas coisas direitinho, você vai ver.
- Não, mamãe. Não insista, por favor. Você está atormentando com isso. Bem, deixe eu lhe lembrar uma coisa, para terminar com essa discussão: amanhã eu não vou a lugar nenhum. Sabe por que, mamãe?Amanhã é meu aniversário. Você esqueceu?
- Esqueci mesmo. Desculpe, filho.
- Pois é. Amanhã estou fazendo 50 anos. E acho que quem tem 50 anos tem o direito de passar a noite em casa com sua mãe, não é verdade?
(Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo. Global, 2001. p. 173-4)
Estudo do Texto
1. Na sua opinião, por que a mãe queria convencer o filho a dormir fora de casa?
2. Para tentar convencer o filho a dormir fora a mãe apresentou várias razões. Liste-as.
3. Se você fosse a mãe ou o pai, que argumentos usaria para convencer seu filho a dormir fora?
4. O que torna a história divertida?
5. O texto teria a mesma graça se o autor fizesse referência a uma criança?
6. Em que momento da história o leitor descobre que o filho vai fazer cinquenta anos?
7. Agora, leia um trecho do texto que serviu de inspiração para o autor Moacir Scliar:

Dormir fora de casa pode ser tormento


A euforia de dormir na casa do amigo é tão comum entre algumas crianças quanto o pavor de outras de passar uma noite longe dos pais. E, ao contrário do que as famílias costumam imaginar, ter medo de dormir fora de casa não tem nada a ver com a idade. Assim como há crianças de três anos que tiram essas situações de letra, há pré-adolescentes que chegam a passar mal só de pensar na idéia de dormir fora, embora tenham vontade.
Os especialistas dizem que esse medo é comum. A diferença é que algumas crianças têm mais dificuldade para lidar com ele. “Para o adulto, dormir fora de casa pode parecer algo muito simples, mas, para a criança, não é, porque ela tem muitos rituais, sua vida é toda organizada, ela precisa sentir que tem controle da situação” explica o psicanalista infantil Bernard Tanis, do Instituto Sedes Sapientiae. Dormir em outra casa significa deparar com outra realidade, outros costumes. “É um desafio para a criança e novas situações geram ansiedade e angústia”., afirma.
(Folha de São Paulo, 30/08/2001)
a) Segundo o texto, são só as crianças que não gostam de dormir fora de casa?
b) Você gosta de dormir fora de casa? Por quê?
c) Na sua opinião, por que algumas pessoas têm medo de dormir fora de casa?
d) Ensaie com um colega um diálogo entre o pai ou a mãe e uma criança pedindo para dormir na casa de um amigo. Os pais não querem deixar... e vocês têm que convencê-los!

Será que este assunto pode virar crônica?

a) Conversar sobre as expressões: "vinte mil dólares", "biopirataria", "mercado internacional" e sobre o tráfico de animais e plantas.
b) A reportagem pode virar uma crônica?
c) Os alunos fazem sua produção de texto baseada no assunto da reportagem.


Atividade com Crônica (3)

O gênero crônica está sendo muito apreciado pelos alunos da 4ª série, especialmente na hora da produção de texto. Está sendo uma experiência muito enriquecedora. Esta semana, trabalhamos esta de Tatiana Belinky que conta a história de um periquito que uma família ganhou de presente. Inicialmente, foram propostas as leituras silenciosa e individual. Após, foi feita a leitura em voz alta (cada aluno lendo um parágrafo) com pequenas paradas para que os alunos tentassem antecipar o que viria a seguir.


Estudo do Texto
1. Você conhece alguma outra história com personagens chamados Romeu e Julieta?
2. Por que a autora deu o nome de Romeu e Julieta a essa crônica?
3. Pesquise o significado da palavra bucólico.
4. A rua onde você mora é bucólica? Justifique.
5. Por que a palavra Periquito aparece escrita com letra maiúscula?
6. Leia, novamente, no texto a parte que descreve o periquito. Responda:
a) O que é um tom-pastel?
b) Que outro siginificado da palavra pastel você conhece?
c) O que é uma cor azul-celeste?
7. No primeiro parágrafo aparece a expressão "de vez em sempre". O que isso quer dizer?
8. O que significa a expressão "dito e feito"?
9. Qual foi a surpresa das crianças um dia depois de a portinhola da gaiola ser aberta?
10. A expressão "adivinhem o quê" aparece no texto entre dois travessões. Você sabe por quê? A quem esse comentário é dirigido? Por que a autora usou esse recurso?
11. Você já sabe que qualquer assunto de nosso dia-a-dia pode virar uma crônica. O compositor e cantor Chico Buarque de Holanda fez uma música chamada Cotidiano. Leia uma estrofe da música e responda às questões.
"Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã..."
a) O que siginifica a palavra cotidiano?
b) O personagem da música parece satisfeito com seu cotidiano? Justifique.
12. Se você pudesse mudar algo em seu dia-a-dia, o que mudaria? Por quê?
13. Faça uma descrição de uma cena que acontece na sala de aula. Crie um título para a cena que você descreveu. Leia o título para os colegas para que eles tentem adivinhar a cena descrita.

Obs.: Ótimo momento para discussão sobre a criação de animais em cativeiro.

22 de out de 2010

Atividade com Crônica (2)

PNEU FURADO
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco? - perguntou o homem.
- Não - respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
- Não - disse a moça.
- Vamos usar o meu - disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.
(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

As atividades desenvolvidas foram semelhantes às realizadas com a crônica do mesmo autor, "A volta", a saber: identificação do tipo de autor, os elementos que conferem humor à narrativa , o tipo de linguagem, dentre outras.

PRODUÇÃO DE TEXTO
Leia a minicrônica.

Cadê Ramon?Foi só felicidade quando Ramon nasceu. Muitos foram visitar o lindobebezinho. Ele até apareceu na TV! Aliás, um meio de comunicação tãoinfluente não deixaria de lado um recém-nascido tão importante…Mas a mãe e o pai do pequeno Ramon o deixaram. O mundo o viae se preocupava com ele, mas os pais mal sabiam onde ele estava. “Vai ver também querem vê-lo pela TV, por isso a indiferença” — deduziramalgumas pessoas.E os pais desnaturados ganharam uma TV que só funcionava em ca-nais educativos (quem sabe não aprendiam a cuidar do filhote). Viam TVo dia todo. E até viram o filho lá. O pequeno orangotango estava famintono canto de uma jaula do zoológico. À sua frente — adivinhem —, osorangotangos-pais, encantados, vendo TV.Cristiane Maia. História baseada em notícia publicada na revista Zá, n. 30, mar.


Você e um colega irão escrever uma crônica ou minicrônica sobre
algum animal. Pode ser um fato real baseado em uma notícia ou,
então, uma história imaginada pela dupla.
Você e um colega vão escrever uma minicrônica ou crônica sobre um animal. Pode ser uma história baseada em um fato real ou imaginária conforme a imaginação de vocês. Fiquem atentos às características da crônica.

21 de out de 2010

Atividade com Crônica

A crônica narra um fato do cotidiano, enolvendo  uma ou mais personagens. É um texto curto em que geralmente se utiliza uma linguagem simples, informal e descontraída. O narrador pode ser um personagem da história ou apenas observador.
A crônica geralmente expressa humor, isto é, algo cômico, engraçado, divertido. O humor pode ser produzido através de diversos elementos: coincidência não esclarecida, contraste, surpresa (algo inesperado) e outros.
Por sua temática e linguagem simples, é um texto que diverte e dá prazer. Trabalhamos esta durante esta semana.

Sugestões:
Fazer interrupções, durante a leitura, sugerindo que os alunos façam antecipações de fatos e inferências a partir das condições dadas no texto. Por exemplo: por que o homem teria voltado à cidade após tanto tempo? Depois da leitura, conversar sobre o desfecho da história e se eles conseguiram imaginar a situação.
Identificar o fato narrado na crônica e o tipo de narrador.
Fazer uma lista dos lugares característicos de cidades pequenas que são citados na crônica.
Fazer uma lista das situações que produzem humor na crônica.
Identificar no texto o uso da linguagem coloquial e o objetivo do autor ao utilizá-la.
Ler o poema abaixo e fazer uma lista de indicações usadas pelo autor para caracterizar a monotonia de uma cidade pequena.

15 de out de 2010

Dia do Professor

Dia do Professor: Por que comemorar?

Porque é o dia daqueles que, mesmo no anonimato e cada dia mais desvalorizados, seja na sala de aula, nas ruas ou nos palácios (pelos quais não adentram), não se deixam curvar diante das dificuldades que vão desde a falta de condições adequadas e de recursos pedagógicos à indisciplina, esta última com o aval das autoridades que teimam em muito falar e pouco fazer pela educação.
Porque é o dia daqueles que teimam, muitas vezes contrariando o que querem os governantes, em preparar cidadãos empenhados em mudar a realidade em que estão inseridos.
Porque é o dia daqueles que já sobreviveram a toda forma de opressão, mas que não se calam e continuam proclamando aos ventos que a Educação (não a propagada nos palanques), e só ela, é capaz de transformar este e qualquer país.
Porque é o dia daqueles que continuam sonhando e continuarão lutando por uma sociedade mais justa e igualitária.
Por tudo isso, parabéns a todos nós, Educadores, pela coragem de continuar na luta e de sermos chamados PROFESSORES.
Prof. Rogério Trindade

Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.


Esse decreto falava da descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.

O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

Dia do Professor em outros países:
Estados Unidos: National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.
World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro
Tailândia - 16 de Janeiro
Índia - 5 de Setembro
China - 10 de Setembro
México - 15 de Maio
Taiwan - 28 de Setembro
Argentina - 11 de Setembro
Chile - 16 de Outubro
Uruguai - 22 de setembro
Paraguai - 30 de Abril

6 de out de 2010

Diploma???

Fontes da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo e do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo são unânimes: Tiririca vai sair incólume de denúncia sobre seu suposto analfabetismo. O palhaço foi o candidato a deputado federal mais votado do país, com 1,3 milhão de eleitores.

Nesta segunda-feira, o juiz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira aceitou uma denúncia do Ministério Público Eleitoral que acusa Tiririca de ter falsificado o documento que apresentou para demonstrar que não é analfabeto, uma exigência aos candidatos sem comprovação de escolaridade.
O grande trunfo do palhaço é o fato de o registro da candidatura dele ter sido deferido pela Justiça Eleitoral. Além disso, Tiririca é amparado por fundamento constitucional. Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, ainda que seja judicialmente intimado.
Há uma outra dificuldade. Tiririca está no Ceará, ou seja, teria de ser notificado pela Justiça cearense a pedido da Justiça paulista. E há um outro porém: ele será diplomado no dia 16 ou 17 de dezembro, e a partir de então será considerado deputado federal. O que significa que a competência para investigá-lo, seja no âmbito criminal, seja no âmbito civil, passa a ser de competência exclusiva do STF. É a chamada prerrogativa por foro ou função, de qual gozam os parlamentares. Em suma: Pior não fica. Só melhora. Para ele.
Por Guilherme Vieira Prestes (http://br.eleicoes.yahoo.net/blog/post/202/o-abestado-no-congresso )
Como se não bastasse vivermos num país que não prioriza a Educação, temos mais este exemplo de que no Brasil "tudo é possível". Até mesmo um palhaço suspeito de ser analfabeto sair de uma eleição como o deputado federal mais bem votado em um país de mais de 190 milhões de habitantes. Diploma, pra quê? Estudar, pra quê? Quem sabe para sermos melhores eleitores que aqueles que elegeram o Tiririca. Porque, ao contrário, daqui a alguns anos, estaremos trocando a famosa frase "No Brasil, tudo acaba em pizza" por "No Brasil, tudo acaba em palhaçada". Aí, não precisaremos mais de escolas. Hoje tem marmelada?
Por Rogério Trindade

A Educação no 2º turno... Reflita

2º turno das eleições: os desafios em revelar verdades e em desfazer mitos


As eleições gerais do último dia 3 remetem a muitas reflexões sobre o processo democrático e de desenvolvimento do país. O papel da mídia manteve-se preponderante tanto em nível de convencimento direto do eleitor - com claro apoio da maioria e dos maiores veículos de comunicação ao candidato das elites José Serra - como nas mensagens subliminares provindas de resultados de pesquisas de intenções de voto altamente questionáveis, durante grande parte da campanha, que acabaram induzindo, principalmente, os eleitores indecisos. Outro destaque refere-se ao apelo religioso nunca visto em uma eleição, o qual se expressou, na maior parte dos casos, por meio de boatos preconceituosos, injuriosos e difamatórios contra a candidata do governo Lula.
A culminância do 2º turno torna inevitável o debate mais profundo sobre os projetos dos candidatos que disputam aos pleitos presidencial e estaduais/distrital. Em nível federal, inevitável, agora, a comparação entre as duas últimas gestões que comandaram o país em idêntico período de tempo.
E do ponto de vista educacional - que diretamente se associa ao compromisso principal da CNTE - os avanços conquistados na gestão do presidente Lula superam largamente os resultados obtidos pelas políticas neoliberais de FHC. O atual governo não só triplicou o orçamento federal para o setor, como também empregou um caráter sistêmico às políticas educacionais, contrapondo a lógica fragmentada e de desresponsabilização da União para com a educação básica da gestão passada.
Essa nova visão (sistêmica) empregada pelo MEC se fez notar, claramente, na criação do Fundeb, que ampliou a abrangência do atendimento estudantil e elevou as verbas federais de R$ 500 milhões à época do Fundef para R$ 7 bilhões em 2010; no PSPN, que depende do compromisso dos gestores estaduais e municipais - além do julgamento do mérito da ADI 4.167 no STF - para ser devidamente efetivado; no aprimoramento dos condutos sociais, especialmente através da Conferência Nacional de Educação (CONAE); na criação das políticas de formação dos trabalhadores da educação (Política Nacional de Formação de Professores e o Profuncionário); nas diretrizes nacionais de carreira emanadas pelo Conselho Nacional de Educação (professores e funcionários de escola); bem como na ampliação dos programas da merenda escolar, do livro didático e do transporte escolar para toda a educação básica.
O entrelaçamento entre os níveis básico e superior se deu, também, por meio do Prouni - que ajudou a absorver a demanda represada de estudantes sem acesso ao nível superior - e do Reuni - o qual ampliou as vagas nas universidades públicas, interiorizou campi e destinou 20% das matrículas dos cursos dessas instituições para a formação de professores da educação básica. A triplicação do número de escolas técnicas (e Institutos Federais de Educação Tecnológica) é outra marca sem precedente para a educação brasileira.
Ainda sobre o resultado eleitoral, porém do ponto de vista regional e classista, se, por um lado, grandes nomes das oligarquias foram afastados da vida pública nessas eleições, com destaque para os ex-senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Heráclito Fortes (DEM-PI), Marco Maciel (DEM-PE); de outro, a educação também viu sua base ser reduzida nos parlamentos federal e estaduais, sobretudo pelas dificuldades de financiamento das campanhas dos/as candidatos/as que a representam. O que leva a crer que nossa luta pelo direito e promoção da educação pública, democrática, de qualidade socialmente referenciada e para todos e todas será ainda mais árdua.
No plano federal, preocupa-nos, por evidente, a defesa do Estado laico e a não manipulação da religião como fator decisivo de um processo político-eleitoral. A defesa da Constituição, que garante livre expressão religiosa, deve ser observada. Vale destacar que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e as Igrejas Evangélicas possuem orientações aos seus fiéis que repelem a onda de boataria que circula na internet contra a candidata Dilma Rousseff.



Neste momento, a CNTE mantém sua orientação já declarada no primeiro turno das eleições de apoio a candidaturas democráticas e comprometidas com a educação pública de qualidade e, consequentemente, com o bem-estar da maioria da população. E, embora saibamos que o atual projeto de sociedade levado a cabo pelo presidente Lula contenha limites que precisam ser superados, ainda assim ele representa o oposto pretendido pelo candidato Serra, que se apoia na concepção perversa de Estado mínimo. E é com esta perspectiva que nos posicionaremos durante o segundo turno das eleições.

3 de out de 2010

Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil"

Como prometido em postagem anterior, aqui vai o Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil". Caso tenha sugestões de projetos para trabalhar o tema ou sugestões para melhorar este, fique à vontade para enviar um e-mail.

PROJETO “APRENDENDO A CUIDAR DO BRASIL”
JUSTIFICATIVA
Podermos escolher os nossos representantes é a prova mais concreta de que vivemos em uma democracia. As eleições não são uma experiência recente em nosso país. Contudo, há na história do Brasil períodos em que o poder de decisão esteve concentrado nas mãos de um pequeno grupo, sendo que o direito de votar e ser votado foi conquistado após muita luta. No entanto, estão mais evidentes em nossos dias histórias de corrupção por parte dos políticos e o descrédito da população faz com que cresça o número de eleitores que votam por obrigação, muitas vezes escolhendo candidatos nas portas das seções eleitorais ou trocando seu voto por favores e bens materiais. Por isso, é que se faz necessário valorizar cada vez mais esta expressão de cidadania que é o voto, salientando o papel de cada cidadão na escolha dos melhores representantes.
OBJETIVOS
• Valorizar o processo eleitoral como forma de se mudar o país;
• Sensibilizar alunos, futuros eleitores, professores, pais e familiares sobre a importância do voto consciente;
• Integrar o assunto eleições às diferentes disciplinas;
• Identificar formas de combate à corrupção;
• Valorizar a ética nas relações interpessoais.
METODOLOGIA
1) Leitura de textos sobre a História das Eleições no Brasil.
2) Pesquisa sobre as formas de Governo e as diferenças entre elas.
3) Entrevista com pais e familiares sobre o assunto Eleições e a corrupção.
4) Construção e análise de gráficos a partir da entrevista com pais e familiares.
5) Concurso interno (na escola) para escolha dos representantes da Escola no 4º Concurso de Desenho e Redação da CGU, na categoria Desenho.
6) Estudo de textos e vídeos do TSE, relacionados aos Três Poderes da República e à função do Presidente, Governador, Senador e Deputado.
7) Leitura e análise de reportagens identificando a boa aplicação do dinheiro público ou o seu desperdício.
8) Análise de gráficos com o desempenho dos candidatos nas eleições.
9) Pesquisa sobre o número de partidos políticos existentes no Brasil, suas siglas e significados.
10) Leitura de textos sobre a conquista do voto pelas mulheres.
11) Leitura de textos referentes à Ficha Limpa.
12) Leitura de história em quadrinhos sobre Ética e Cidadania.
13) Teatro: “Separando o joio do trigo: uma missão possível”, com o tema Eleições.
14) Pesquisa sobre as principais dificuldades de cada região brasileira e como elas poderiam ser sanadas com o dinheiro público bem aplicado.
15) Leitura e análise de charges com o tema eleições.
AVALIAÇÃO
O envolvimento dos alunos será o indicador de que o Projeto atingiu seus objetivos.

Atividade com Apólogo (2)

Ao motivar os alunos para esta atividade, deve-se pedir que façam a leitura observando bem quem são as personagens principais e como elas agem. Chamar atenção também para o diálogo. É um apólogo de Hans Christian Andersen.
Os Namorados

O Pião e a Bola achavam-se numa gaveta, junto com outros brinquedos, e o Pião disse a Bola:
- Não vamos ser namorados, já que estamos juntos na mesma gaveta?
A Bola, porém, feita de marroquim, e tão vaidosa como uma senhorita elegante, nem resposta quis dar a semelhante pergunta.
No dia seguinte, veio o menino, dono dos brinquedos. Pintou o Pião de vermelho e amarelo, e pregou-lhe bem no centro um prego de latão. Era muito bonito quando o Pião girava.
- Olhe para mim - disse o Pião à Bola - que diz você agora? Não vamos então ser namorados? Servimos muito bem um para o outro: você pula e eu danço. Ninguém poderá ser mais feliz que nós dois.
- É o que o senhor pensa - disse a Bola - certamente não sabe que meu pai e minha mãe foram chinelos de marroquim, e que tenho dentro de mim uma cortiça.
E eu sou feito de mogno - disse o Pião - o próprio prefeito me torneou em seu torno, o que lhe deu um grande prazer.
- Se eu pudesse acreditar nisso! - disse a Bola.
- Quero nunca mais ver uma fieira em toda a minha vida se for mentira o que eu disse - respondeu o Pião.
O senhor advoga bem a própria causa - disse a Bola - mas não posso namorar. Estou quase comprometida com um sr. Andorinha. Cada vez que subo ao espaço, ele põe a cabeça fora do ninho e pergunta: "Quer? Quer?" Ora, eu intimamente já disse que sim, o que equivale a um meio compromisso. Mas lhe prometo que nunca o esquecerei!
- E isso vai adiantar muito! - disse o Pião.
E nada mais disseram.
No dia seguinte vieram buscar a Bola. O Pião viu como ela subia a grande altura, como um pássaro, desaparecendo de vista. Voltava todas as vezes, mas dava um grande salto cada vez que tocava o chão. Devia ser por causa das saudades, ou por causa da cortiça que ela tinha dentro dela. A nona vez a Bola subiu ao alto, e não mais voltou. O menino procurou muito, e nada: a Bola sumira.
- Bem sei onde ela está - suspirou o Pião - está no ninho do sr. Andorinha e com ele se casou.
Quanto mais o Pião pensava naquilo, tanto mais se apaixonava pela Bola. Por não poder tê-la, seu amor por ela aumentava. O fato de ter ela ficado com outro, tornava o caso mais apaixonante. O Pião dançava ao redor e zunia, mas sempre pensava na Bola, que em seus pensamentos se foi tornando cada vez mais bonita. Passaram-se assim muitos anos e o amor do Pião transformou-se num velho sonho.
O Pião não era mais moço. Um dia, porém, foi inteiramente pintado de dourado. Nunca fora antes tão bonito. Era agora um Pião de Ouro, e pulava, deixando um zunido pairando no ar. Aquilo sim, era formidável! Mas de repente ele saltou alto demais - e sumiu.
Procuraram por toda a parte, até na adega, mas nada de aparecer o Pião.
- Onde estaria ele?
Pulara para dentro da barrica de lixo, onde jaziam amontoados talos de couve, cisco e entulho caído da calha.
"Estou bem arrumado" - pensou o Pião - "aqui a douração não tardará a sair de mim. E que gentalha é essa em cujo meio vim parar!"
Olhou de esguelha para um longo talo de couve e para um estranho objeto redondo, que parecia uma maçã velha. Mas não era uma maçã. Era uma velha Bola que durante muitos anos estivera caída na calha, embebida de água.
- Graças a Deus, aí vem alguém com quem se pode falar - disse a Bola ao ver o Pião Dourado - eu, para falar a verdade, sou de marroquim, costurada pelas mãos de uma gentil senhorita, e tenho uma cortiça dentro de mim. Mas duvido que se veja isso agora. Eu estava prestes a casar-me com uma andorinha quando caí na calha, e ali estive por cinco anos, encharcada de água. É um longo tempo, pode crer, para uma jovem.
O Pião não respondeu. Pensava em sua antiga namorada, e quanto mais a ouvia, tanto mais certo estava de que era ela.
Nisto chegou a criada e quis virar a lata de lixo.
- Oh! Aqui está o Pião Dourado! - disse ela.
E o Pião retornou à sala, à antiga posição de respeito, mas da Bola nada mais se ouviu. O Pião nunca mais falou em seu antigo amor. O amor se extingue quando a amada passa cinco anos numa calha, embebendo-se de água. Nem a conhecem mais quando a encontram na lata de lixo.

Para compreender o texto
1. O pião estava realmente apaixonado pela Bola? Por quê?
2. Por que a Bola não quis ser namorada do Pião?
3. Essa história traz algum ensinamento ao leitor? Qual?
4. Quais são as personagens principais desse apólogo?
5. Quais são as características dessas personagens? Mencione as características físicas e as relativas ao comportamento.
6. Quais são as outras personagens da história? Qual a relação delas com as personagens principais?
7. Que tipo de narrador tem o apólogo?
Fique sabendo
O apólogo se constitui de diálogos em que cada personagem defende uma ideia ou uma opinião (um ponto de vista), procurando convencer o outro a aceitá-las. A justificativa utilizada para defender a ideia ou a opinião é chamada de argumento.
8. Nos diálogos entre o Pião e a Bola, cada um usa argumentos para justificar sua posição a favor ou contra o namoro.
a) Para você, qual foi o argumento mais convincente apresentado pela Bola?
b) O Pião usou bons argumentos para sustentar sua opinião? Explique.
c) Considerando os argumentos apresentados, você é contra ou a favor do namoro do Pião e da Bola? Por quê?

2 de out de 2010

Reapresentação do Teatro

Nesta sexta, dia 1º de outubro, os alunos da 4ª série fizeram a reapresentação do teatro "Separando o joio do trigo: uma missão possível", com o tema Eleições. A plateia foi composta por alunos e professoras da Educação Infantil à 3ª série. No dia anterior, pais e funcionários já haviam assistido à mesma apresentação (culminância do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil) que fala de eleições, corrupção, compra e venda de votos e de como escolher os candidatos nas eleições. Novamente, os alunos repetiram o sucesso do dia anterior, trazendo com graciosidade e desenvoltura o tema proposto. Veja os detalhes e o texto que faz parte do teatro. A 1ª parte é uma adaptação da peça "Voto vendido, consciência perdida", disponível em www.lei9840.com.br/materiais/votovendido.doc ; a 2ª foi escrita pelo professor Rogério. O desejo dos alunos de participar da peça era tanto que foi preciso fazer adaptações e criar papéis/personagens possibilitando a participação de todos.
1ª PARTE
CENÁRIO: Gabinete da Prefeita – Placa onde se lê: “PREFEITURA DE PASSA OS CINCO”.

A prefeita encontra-se só no gabinete contando um grande maço de notas (dinheiro).
Prefeita conta o dinheiro
- 7.910, 7.920, 7.930, 7.940, 7.950 ... Tem razão da gente ter que desviar dinheiro público, com esse salário miserável!
- Aqui é assim, [APONTA PARA O BOLSO ESQUERDO DO TERNO] neste bolso eu coloco os 8 mil da aposentadoria como deputado; [APONTA PARA O BOLSO DIREITO DO TERNO] neste bolso eu coloco o salário de prefeito; [APONTA PARA O BOLSO DIANTEIRO DA CALÇA – DIREITO] neste bolso eu coloco a arrecadação do IPTU [APONTA PARA O BOLSO DIANTEIRO DA CALÇA – ESQUERDO] e neste, eu coloco as verbas vindas de Palmas.
- Agora preciso arrumar um lugar pra colocar a grana grossa que tá vindo de Brasília. [E FALA COM A PLATÉIA] Alguém pode me dizer onde eu enfio???
ENTRA A ASSESSORA, ESBAFORIDA
ASSESSORA
- Prefeita! O povo tá lá fora e diz que vai entrá jazinho se a senhora não receber os representantes deles!
PREFEITA
- Mái moça! Eles devem tá vindo para me homenagear.
ASSESSORA
- Nada prefeita. Tão é com cara de bravo!
Representantes do povo aguardam a prefeita
PREFEITA
- Deve ser porque vazou a falsa notícia de que vou ser candidata a deputada.
ASSESSORA
- E a senhora vai sair candidata?
PREFEITA
- Tu tá é doida?!? E acha que eu vou largar essa mamata?
ASSESSORA
- Vô jazinho lá fora vê o que esse povo tá querendo. [E SAI CORRENDO]
A PREFEITA VOLTA A CONTAR O DINHEIRO
PREFEITA
- 7.960, 7.970, 7980 ...
LOGO EM SEGUIDA A ASSESSORA VOLTA CORRENDO
ASSESSORA
- Prefeita! O povo tá querendo uma tal de REI..., uma tal de REI..., REINDIVICAÇÃO.
PREFEITA
- Reivindicação sua lerda.
ASSESSORA
- E o que é isso prefeita?
PREFEITA
- Pidonchagem. É isso aí, pidonchagem. Como sempre, certamente vieram pedir alguma coisa.
ASSESSORA
- I é, prefeita?
PREFEITA
- É. Eles devem tá querendo emprego, isso sim.
- Eu conheço muito bem esse tipo de ingratidão.
- Vá lá fora e deixe entrar alguns representantes.
A ASSESSORA SAI CORRENDO E VOLTA COM oito PESSOAS.
ASSIM QUE AS PESSOAS ENTRAM A PREFEITA FALA:
PREFEITA
- Meus correligionários!! É uma honra recebê-los aqui na casa do POVO!
1º REPRESENTANTE
- Deixa de cunversa prefeito!
2º REPRESENTANTE
- É isso mesmo! Esse papo furado não engana mais ninguém!
PREFEITA
- Comigo não tem papo furado não! E ainda mais com vocês que são de dentro da minha cunzinha!
3º REPRESENTANTE
- Sei! Tá achando que nós somos esses “bobo réio” aqui da cidade?
Representantes do povo cercam a prefeita
4º REPRESENTANTE
- Da sua cunzinha, hum! A senhora tá é querendo cunzinhá a gente em banho maria, isso sim!
A PREFEITA SE FAZ DE DISSIMULADA E CONTINUA
PREFEITA
- Mas o que é que os meus eleitores desejam?
5º REPRESENTANTE
- Ação prefeita!
6º REPRESENTANTE
- Nós queremos que a senhora mostre serviço! Que faça alguma coisa!
PREFEITA
- Mais do que tenho feito? Se vocês não sabem, depois que assumi a prefeitura, já reformei a casa e melhorei a fazenda.
7º REPRESENTANTE
- Cunversa prefeita. Além da prefeitura tá caindo aos pedaços, aqui nessa casa continua a maior bagunça. Ninguém trabalha!
1º REPRESENTANTE
- Por falar em fazenda, a fazenda pública piorou depois que a senhora entrou. É só aumento de imposto e muito desvio de dinheiro.
PREFEITA
- Não é nada disso que eu tô falando não! Tô falando que a minha casa depois da reforma ficou muito mais confortável, e que a minha fazenda tá cheinha de gado. Tô até comprando mais treis fazenda!
2º REPRESENTANTE
- Não é isso que o povo quer prefeita!
3º REPRESENTANTE
- O povo quer escolas, hospitais, asfalto, água encanada...
PREFEITA
- Ora! Se eu fizer tudo isso [FAZER SINAL DE DINHEIRO COM OS DEDOS ENQUANTO FALA A SEGUNDA PARTE], não sobra nada pra mim!
4º REPRESENTANTE
- E a senhora acha que trabalha pra quem?
5º REPRESENTANTE
- Fique sabendo que a senhora trabalha para o povo que a elegeu. É! É pro povo que a senhora tem de fazer as coisas, e não pra senhora.
PREFEITA
- ÊPA!!! Auto lá! Não foi isso o combinado!
6º REPRESENTANTE
-Que combinado prefeita?
PREFEITA
- Na véspera da eleição!
7º REPRESENTANTE
- Véspera da eleição?
PREFEITA
- É! O combinado foi UM voto por “DÉI REAL”. Pois então, comprei e paguei cada voto dos meus eleitores.
1º REPRESENTANTE
- Mais... mais....
PREFEITO
- Vocês fazem idéia do quanto tive de gastar com a campanha, camiseta, santinho, showmício e com os “DÉI REAL”?
- Pois é, se eu não recuperar o INVESTIMENTO nesses quatro anos eu vou à falência.
- De onde vocês pensavam que eu ia tirar o dinheiro que pagou tudo isso. O salário de prefeita é muito pequeno. Tão achando que dinheiro cai do céu?
- Agora vão saindo que eu ainda tenho muito dinheiro pra contá.
2º REPRESENTANTE
- Que negócio é esse de mandá a gente saí? Tá pensando que a prefeitura é da senhora?
PREFEITA
- Acho não, tenho certeza. Afinal, quem compra é dono.... xó, xó, xó! [E FAZ SINAL COM A MÃO COMO QUE ENXOTANDO CACHORRO]
ASSIM QUE OS REPRESENTANTES SAEM, EMPURRADOS PELA ASSESSORA, A PREFEITA VAI PARA O CENTRO DO PALCO E FALA COM A PLATÉIA.
- Ora essa, o povo tem de aprender: o que é combinado não é caro.
OLHA NOS OLHOS DA PLATÉIA E COM O INDICADOR APONTA PARA ELA.
A prefeita dá uma lição a quem vende seu voto
- Se você quiser vender o seu voto, EU COMPRO. Só que depois, não me venha pedir escola, hospital, asfalto, água encanada...
- Comigo é assim, é “DÉI REAL” pra lá e VOTO pra cá. Pago o combinado, mas não aceito reclamação.
- É o que eu sempre digo: QUEM VENDE O VOTO, ALÉM DE SER CARA DE PAU, ENTREGA A SUA PRÓPRIA MORAL.
OLHA DIRETO NOS OLHOS DA PLATÉIA E FALA:
- Qué vendê o seu voto?!? [MOSTRA AS NOTAS DE 10 REAIS E FALA] É “DÉI REAL”.
2ª PARTE
Separando o joio do trigo: uma missão possível

Cenário: Ao fundo se vê Totonho e seus amigos em frente à TV, onde se lê: HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO. À frente deles, em outro plano, encontra-se Marinalva. Chega a filha e diz:
ANINHA: __ Mãe, me ajuda a terminar o meu dever. É que tem umas perguntas sobre eleições.
MARINALVA: __ Ai, menina! Logo sobre esse assunto que eu detesto! Espera o seu pai terminar de assistir televisão e vê com ele.
ANINHA: __ Tá bom!
Aninha e Janice às voltas com a tarefa sobre Eleição
Aninha vai entrar para dentro quando encontra sua amiguinha Janice chegando à sua casa.
JANICE: __ Oi, conseguiu terminar sua tarefa sobre as eleições. Lá em casa ninguém pode me ajudar.
ANINHA: __ Aqui vou ter que esperar papai terminar de ver a TV. Vamos esperar lá dentro?
JANICE: __ Vamos. Vou ligar pra minha mãe e dizer que estou aqui.
As meninas entram e se sentam a uma mesa. Na sala, algumas pessoas continuam esperando um programa começar.
Serafina chega e encontra Marinalva na calçada.
MARINALVA: __ Noite, cumade, Serafina!
SERAFINA: __ Noite, cumade, Marinalva!
MARINALVA: __ Ai, cumade! Ainda bem que você apareceu pra mode a gente cunversar.
SERAFINA: __ O que foi cumade?
Marinalva e Serafina discutem a propaganda na TV
MARINALVA: __ É que vai cumeçá a tar de propaganda eleitoral na televisão. Aquele monte de gente falando besteira. Com isso, a novela só vai cumeçar lá pelas tanta da noite. O pior é que Totonho gosta. Tá lá pra assistir com os amigo.
SERAFINA: __ E ele tá mais que certo, cumade. Eu também num gosto de perder minhas novela. Mas saber o que os candidato fala é muito importante!
MARINALVA: __ Cumé que é?! Num tô te intendeno.
SERAFINA: __ Verdade, cumade! É Preciso saber o que cada candidato pensa em fazer para o bem do povo.
MARINALVA: __ Mas, cumade, todo mundo num diz que político é tudo igual?
SERAFINA: __ Só que é preciso separar o joio do trigo, cumade! Tirar as pedras do feijão!
MARINALVA: __ Como assim, cumade? Eu sei catar feijão, mas catar candidato...
SERAFINA: __ Quer dizer saber escolher aqueles que vão empregar melhor o dinheiro que pagamos através dos impostos.
MARINALVA: __ É mesmo, cumade! Bem que estamos precisando de mais médicos lá no posto.
SERAFINA: __ Então? Só analisando a proposta de cada um é que vamos poder escolher os melhores para representar a gente.
MARINALVA: __ Uma coisa eu sei, cumade: nem sempre aquele que promete mais é o melhor. Num é verdade?
SERAFINA: __ É isso aí! Olha, dá tempo de entrar e assistir um pouquinho. Vamos?
As duas entram.
SERAFINA: __ Boa noite, pessoá.
Todos respondem:
__ Boa noite.
Elas se sentam.
TOTONHO: __ Vai cumeçá! Vamo ver o que esse pessoar tem pra falar.
Abre-se a tela  da TV e aparece o primeiro candidato com uma placa com nome e número.
Candidato expõe suas ideias na TV
PROMETEUS: __ Olá, amigo eleitor! Meu nome é Prometeus. Prometo que se for eleito, ninguém mais vai pagar passagem de ônibus e cada brasileiro receberá um salário mínimo por mês mesmo que não trabalhe. Meu número é 666. Conto com vocês!
(Entra o próximo candidato também com sua placa.)
BEMVINDO: __ Caro eleitor ou eleitora, com a minha eleição vou procurar fazer de tudo para que seu dinheiro pago através de impostos seja aplicado. Juntos vamos valorizar nossos professores, melhorar nossas escolas, hospitais e estradas e criar mais empregos. Vote 123, chegou a sua vez!
(Sai e entra o próximo candidato.)
BEM ME QUERO: __ Meu amigo, minha amiga! Já sou muito bem sucedido na vida. Agora quero ajudar a melhorar a vida de todos os brasileiros que como eu poderão ter vários carros, apartamento e dinheiro no exterior. Vote 222, não chore depois.
Totonho pega o controle e desliga a TV.
TOTONHO: __ Vocês viram? É preciso estar atentos às ideias dos candidatos.
CARLITO: __ É mesmo! Tem candidato cheio de promessas. Mas será que elas podem ser cumpridas?
Telespectadores fazem considerações sobre a escolha dos candidatos
ANITA: __ É preciso tomar cuidado também com aqueles que se preocupam só com o próprio bolso. Quando eleitos se esquecem do povo e só pensam em ficar mais ricos. Dinheiro público é coisa séria. Vou pesquisar o passado de meus candidatos.
SEBASTIANA: __ Isso mesmo. Temos que ver se o candidato tem a Ficha Limpa. Tá cheio de político sujo por aí. Não quero saber de meu dinheiro em cueca nem em meia...
MARINALVA: __ Vi que não tem outro jeito. Temos que iscoier aqueles que têm melhores propostas para a saúde, a segurança, a educação, a moradia e outras necessidades do povo.
LUISINHA: __ É pessoar, mas depois de votar temo que acompanhar o trabaio de quem a gente votou. Uma coisa é certa: o nosso Brasil só vai melhorar com o dinheiro público bem aplicado. Então, vamo ficar de olho mesmo depois das eleições.
Todos acenam positivamente com a cabeça. Todos se dão boa noite e saem. Ficam apenas Totonho e Marinalva que se aproxima das meninas.
MARINALVA: __ Filha, ainda precisa de minha ajuda?
ANINHA: __ Claro, mamãe! Mas por que mudou de ideia?
MARINALVA: __ Agora sei que posso te ajudar porque aprendi que a política interfere na vida de todos nós. Posso contribuir para melhorar o meu país ajudando a escolher melhor nossos representantes. Vocês não acham?
MENINAS: __ Sim.
MARINALVA: __ Então vamos lá!
Marinalva se abaixa e começa a ensinar as meninas.
Após o horário eleitoral, os três candidatos entregam seus "santinhos" às pessoas presentes, só que com a mensagem: "ELEITOR(A), USE BEM O SEU PODER DE ESCOLHA. VOTE EM CANDIDATOS QUE VALORIZEM A EDUCAÇÃO. O MEU FUTURO E O DO BRASIL DEPENDEM DE VOCÊ. OBRIGADO PELA VISITA."
FIM
ELENCO:
Prefeita: Bruna
Assessora: Laís
1ª representante: Maria Vitória
2ª representante: Ana Luíza
3ª representante: Eduarda
4ª representante: Brida
5º representante: Luíz Henrique
6º representante: José Roberto
7º representante: Felipe
Aninha: Laura
Janice: Leonara
Marinalva: Thalia
Serafina: Maria Alice
Totonho: Marco Namastê
Carlito: Túlio
Sebastiana: Gabrielle
Luisinha: Maria Eduarda
Anita: Izabela
Bem-me-quero: Bryan
Prometeus: Eron
Bem-Vindo: Daniel
PARABÉNS A TODO O ELENCO PELA BELA PARTICIPAÇÃO!!!


1 de out de 2010

Culminância do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil"

Aconteceu, nesta quinta-feira, dia 30 de setembro, às 17:30, no Auditório da Escola Dr. Viriato a apresentação da peça teatral "Separando o joio do trigo: uma missão possível". O evento que contou com a presença de pais, alunos, professores e funcionários, durante mais um "Família na Escola", foi a culminância do Projeto "Aprendendo a cuidar do Brasil", desenvolvido pelo professor Rogério Trindade e seus alunos. O Projeto será postado aqui numa outra oportunidade, assim como o texto do teatro. Os alunos foram muito aplaudidos, antes e após a apresentação, devido à desenvoltura com que apresentaram o teatro cujo tema central é a Eleição, mas que trata de corrupção e voto consciente. Veja algumas fotos. Outras serão postadas depois, pois haverá reapresentação nesta sexta, às 15:00 para os alunos do turno da tarde.

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