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27 de fev de 2010

Atividade da CF 2010

Trabalhamos esta semana, mais este texto cujo assunto é o Dinheiro. Por isso, fizemos a relação dele com a Campanha da Fraternidade 2010 e com o texto que acompanha o cartaz.

Dinheiro...


Por que corre tanto?
Que tantas contas são essas para pagar?
Por que essa aflição na alma
e essa falta de tempo para a vida?
Por quê você transforma os seus momentos,
que deveriam ser de descanso,
depois de um dia inteiro de trabalho
 em um tormento sem fim?
O que tanto lhe falta que não permite viver
uma vida, ainda que modesta,
de maneira tranqüila, serena?


Dizem que devemos buscar incessantemente o sucesso,
que devemos ganhar mais para ter mais.
Mais o quê?


Quanto custa um minuto de paz?
Quanto custa meia hora de amor sincero?
Quanto custa a saúde plena?
Quanto custa o viver em família?
Quanto custa dormir sem calmantes
por uma noite inteira?
Quanto custa poder andar, falar,
sorrir sem nenhum aparelho?
Quanto custa ter amigos com quem contar?
Quanto custa conhecer Deus?


Cuide para saber onde está o seu coração.
Se ele estiver preso ao dinheiro
e às conquistas materiais, pode ser que você não encontre
o que lhe satisfaça, e o vazio na alma
deixará para sempre uma pergunta inquietante:
"E o que tens ajuntado, para quem será?”
 
Estudo do Texto
1.O autor do texto "Dinheiro" e o autor do texto que acompanha o cartaz da CF 2010:
(   ) têm ideias diferentes quanto à influência do dinheiro em nossas vidas.
(   ) têm ideais semelhantes quanto à influência do dinheiro em nossas vidas.
(   ) são indiferentes com relação à influência que o dinheiro tem sobre nós.
2. O autor do poema faz várias perguntas. O que ele pretende com isso?
(   ) Encontrar respostas prontas.
(   ) Fazer-nos refletir sobre algumas de nossas atitudes.
(   ) Mostrar que a vida não tem valor algum.
3. Releia: "Se ele estiver preso ao dinheiro..."
a) A palavra em destaque se refere a quê?
b) Qual o significado da palavra preso neste trecho?
4. Responda:
Quanto custa um minuto de paz para você?
5. Encontre no texto o sinônimo das seguintes palavras:
tormento - simples - tranquila - sem parar - completa - incômoda
6. Que resposta daria à última pergunta do texto:
a) uma pessoa egoísta?
b) uma pessoa solidária?
 
(Sugestões de Atividades para trabalhar a CF 2010? Envie para lereumabeleza@gmail.com que teremos o prazer de divulgá-las com os devidos créditos.)

25 de fev de 2010

Participantes do Projeto de Educação Patrimonial são homenageadas

Professoras e Especialistas da E. M. Dr. Viriato Diniz Mascarenhas, participantes do Projeto de Educacional Patrimonial da Secretaria Municipal de Educação, foram homenageadas no mês de fevereiro. O Projeto visava a conscientização da sociedade sobre a necessidade de se conhecer nossos bens históricos para melhor preservá-los.
As professoras Betânia, Patrícia, Cidinha, Maria Denízia e as Especialistas Marília e Kátia.

A equipe participante do Projeto e a Vice-Diretora Dadimar.


Detalhes do troféu: uma justa homenagem!

23 de fev de 2010

Atividade com o Cartaz da CF

1.Relacione a linguagem não-verbal utilizada no cartaz aos seus significados:
a) fundo escuro
b) vela de dinheiro
c) mãos postas
d) cintilar do ouro e das moedas
(   ) prece, súplica
(   ) penumbra, sombra
(   ) ambição e desamor
(   ) drama, angústia
2. Abrir os olhos sobre as necessidades do próximo significa viver:
(   ) na solidão.
(   ) em fraternidade.
(   ) com ganância.
3. Encontre no texto o sinônimo das palavras:
a) ambição
b) escuridão
c) sem necessidade
d) brilho
4.São ideias contidas no texto:
(   ) O dinheiro é mau.
(   ) Vivemos num mundo domindo pelo mercado.
(   ) Quem deposita sua felicidade no dinheiro, é escravo dele.
(   ) Sentimentos de fraternidade não devem fazer parte de nosso dia-a-dia.
5.O cartaz nos convida:
(   ) a abandonar tudo que temos e conquistamos.
(   ) a sermos independentes dos bens materiais.
6.Leia o trecho para um colega.

O dinheiro em si não é bom nem mau. O que a Bíblia ensina é que: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Timóteo 6.10). A Bíblia nos ensina que devemos usar coisas e amar pessoas. Deus nos diz que pessoas são mais importantes do que bens.
7. De acordo com o texto acima:
As coisas foram feitas para serem __________________________________ e as ________________________ para serem amadas.
8. Pergunte à pessoa para quem você leu o trecho acima o que ela entendeu do versículo que aparece no texto.
9. E você, o que pensa: o dinheiro é bom ou mau? Justifique.
10. Escreva uma frase usando as palavras dinheiro e pessoas. Seja criativo(a)!
11. Quando falamos sobre dinheiro, aparecem alguns termos ou expressões curiosas, como:

“fulano é de meia pataca”
“isso não vale um vintém”

Preste atenção nas expressões destacadas abaixo:
Ricardo é tão pão-duro!
João é mão-aberta.
Que homem avarento!
Neste açougue não vendemos fiado.
- O que essas expressões significam? Anote.
Obs. Ver texto que acompanha o cartaz em postagem anterior.

21 de fev de 2010

Ser professor: uma escolha de poucos

Pesquisa com estudantes do Ensino Médio comprova a baixa atratividade da docência
Nos últimos anos, tornou-se comum a noção de que cada vez menos jovens querem ser professores. Faltava dimensionar com mais clareza a extensão do problema. Um estudo encomendado pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC) traz dados concretos e preocupantes: apenas 2% dos estudantes do Ensino Médio têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula - Pedagogia ou alguma licenciatura (leia o gráfico abaixo).

Uma profissão desvalorizada


Só 2% dos entrevistados pretendem cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura, carreiras pouco cobiçadas por alunos das redes pública e particular.
A pesquisa, que ouviu 1.501 alunos de 3º ano em 18 escolas públicas e privadas de oito cidades, tem patrocínio da Abril Educação, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA e contou ainda com grupos de discussão para entender as razões da baixa atratividade da carreira docente. Apesar de reconhecerem a importância do professor, os jovens pesquisados afirmam que a profissão é desvalorizada socialmente, mal remunerada e com rotina desgastante (leia as frases em destaque).

"Se por acaso você comenta com alguém que vai ser professor, muitas vezes a pessoa diz algo do tipo: 'Que pena, meus pêsames!'"
Thaís*, aluna de escola particular em Manaus, AM
"Se eu quisesse ser professor, minha família não ia aceitar, pois investiu em mim. É uma profissão que não dá futuro."
André*, aluno de escola particular em Campo Grande, MS
* Os nomes dos alunos entrevistados foram alterados para preservar a confidencialidade da pesquisa
O Brasil já experimenta as consequências do baixo interesse pela docência. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas no Ensino Médio e nas séries finais do Ensino Fundamental o déficit de professores com formação adequada à área que lecionam chega a 710 mil (leia o gráfico ao lado). E não se trata de falta de vagas. "A queda de procura tem sido imensa. Entre 2001 e 2006, houve o crescimento de 65% no número de cursos de licenciatura. As matrículas, porém, se expandiram apenas 39%", afirma Bernardete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e supervisora do estudo. De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2009, o índice de vagas ociosas chega a 55% do total oferecido em cursos de Pedagogia e de formação de professores.

Faltam bons candidatos


A baixa procura contrasta com a falta de docentes com formação adequada

Um terço dos jovens pensou em ser professor, mas desistiu
O estudo indica ainda que a docência não é abandonada logo de cara no processo de escolha profissional. No total, 32% dos estudantes entrevistados cogitaram ser professores em algum momento da decisão. Mas, afastados por fatores como a baixa remuneração (citado nas respostas por 40% dos que consideraram a carreira), a desvalorização social da profissão e o desinteresse e o desrespeito dos alunos (ambos mencionados por 17%), acabaram priorizando outras graduações. O resultado é que, enquanto Medicina e Engenharia lideram as listas de cursos mais procurados, os relativos à Educação aparecem bem abaixo (leia os gráficos na página ao lado).

Um recorte pelo tipo de instituição dá mais nitidez a outra face da questão: o tipo de aluno atraído para a docência. Nas escolas públicas, a Pedagogia aparece no 16º lugar das preferências. Nas particulares, apenas no 36º. A diferença também é grande quando se consideram alguns cursos de disciplinas da Escola Básica. Educação Física, por exemplo, surge em 5º nas públicas e 17º nas particulares. "Essas informações evidenciam que a profissão tende a ser procurada por jovens da rede pública de ensino, que em geral pertencem a nichos sociais menos favorecidos", afirma Bernardete. De fato, entre os entrevistados que optaram pela docência, 87% são da escola pública. E a grande maioria (77%), mulheres.
O perfil é bastante semelhante ao dos atuais estudantes de Pedagogia. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de Pedagogia, 80% dos alunos cursaram o Ensino Médio em escola pública e 92% são mulheres. Além disso, metade vem de famílias cujos pais têm no máximo a 4ª série, 75% trabalham durante a faculdade e 45% declararam conhecimento praticamente nulo de inglês. E o mais alarmante: segundo estudo da consultora Paula Louzano, 30% dos futuros professores são recrutados entre os alunos com piores notas no Ensino Médio. O panorama desanimador é resumido por Cláudia*, aluna de escola pública em Feira de Santana, a 119 quilômetros de Salvador: "Hoje em dia, quase ninguém sonha em ser professor. Nossos pais não querem que sejamos professores, mas querem que existam bons professores. Assim, fica difícil".

Especialista sugere veto às pulseiras do sexo

As pulseiras coloridas viraram moda entre as meninas pré-adolescentes pelo apego estético. O significado sexual que elas carregam na Inglaterra, porém, não "pegou" entre as brasileiras. A grande maioria simplesmente desconhece o assunto.

No entanto, o recomendado aos pais é não deixar as filhas usarem o adereço. "Tem gente que pode achar que é uma provocação, porque elas carregam originalmente esse apelo sexual. Para que ninguém fique na dúvida, melhor não usar", diz a psicóloga Marina Vasconcellos, que tem especialização em terapia familiar pela Unifesp e é mãe de duas garotas - uma de nove e outra de 11 anos.
"Quando elas apareceram em casa com essas pulseirinhas, não vi nada de mais. Mas quando li na imprensa que na Inglaterra, onde foram inventadas, elas servem para designar brincadeiras sexuais, eu as proibi na mesma hora de usarem essas pulseiras."
Cada cor representa uma ação que vai desde um inocente beijo no rosto até uma relação sexual completa. Para ter essa "prenda", bastaria, em tese, que o garoto quebrasse a pulseira da menina. "Mas todo mundo sabe que isso não tem nada a ver", diz Ana Carolina Russo, 14 anos, estudante do Primeiro Ano do Ensino Médio. "As pulseiras são até bonitinhas. Eu e minhas amigas até usamos de vez em quando. Mas ninguém vai fazer nada disso do que falam por aí."
A doutora Marina concorda com Ana Carolina. "A maioria dessas meninas nem sabe o que essas coisas significam". A pulseira vermelha, por exemplo, dá direito a uma "lap dance" - será que uma menina de 14 anos sabe o que é isso?
O ideal, segundo a doutora Marina, "é não apressar a sexualidade da criança". Ela explica: "Se tem 10 anos no máximo, melhor nem falar nada - é pura inocência. Se tem 14, uma boa saída é mostrar as reportagens sobre as pulseiras e deixar com que as próprias meninas se posicionem. Elas vão acabar se assustando e deixando as pulseiras de lado."
Por precaução, alguns colégios de São Paulo proibiram o uso das pulseiras. É o caso do Santa Clara, uma escola de freiras na Vila Madalena (Zona Oeste) - coincidentemente, o local em que estudam as filhas da doutora Marina.
Vote em nossa Enquete e dê sua opinião.

17 de fev de 2010

Os "Cavaleiros da Cultura" vêm aí!

Conheça o trajeto da II etapa da Cavalgada Cultural
Após percorrerem quatro mil quilômetros de carro, os Cavaleiros da Cultura definiram o trajeto de Belo Horizonte até Paracatu, no noroeste de Minas Gerais. Foram duas viagens de reconhecimento de roteiro para marcar locais de descanso, acampamento e escolas para doação de livros.

De acordo com a equipe responsável pelo roteiro, as maiores dificuldades estão em pontos isolados, como a região de Buritizinho, além do trecho de 47 quilômetros entre Três Marias e Luislândia do Oeste (MG), que fica às margens da BR-040.
Veja algumas cidades  definidas no roteiro:
- Belo Horizonte (MG)
- Araçaí (MG)
- Cordisburgo (MG)
- Curvelo (MG)
- Morro da Garça (MG)
- Buritizinho (MG)
- Andréquicé (MG)
- Três Marias (MG)
- Luislândia (MG)
- Lages (MG)
- João Pinheiro (MG)
- Paracatu (MG)
Curvelo está entre as cidades que receberão os Cavaleiros da Cultura.

Oração da CF 2010

Oração da Campanha da Fraternidade 2010 Ecumênica

“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” Mt 6,24c

Ó Deus criador,
do qual tudo nos vem,
nós te louvamos
pela beleza e perfeição
de tudo que existe
como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica,
acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna,
aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.
Ilumina, ó Deus, nossas mentes
para compreender que a boa nova que vem de ti é amor,
compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados
de omissão diante das injustiças
que causam exclusão social e miséria.
Pedimos por todas as pessoas
que trabalham na promoção do bem comum
e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito,
queremos viver o serviço e a comunhão,
promovendo uma economia fraterna e solidária,
para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Significado do cartaz da CF 2010

“Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24). Com esta frase em destaque, o cartaz desta Campanha da Fraternidade representa o desafio de uma escolha quotidiana em nossa vida.

O fundo escuro evoca a penumbra de um templo onde, no recolhimento da oração, as mãos em atitude de súplica diante de uma vela feita não de cera, mas de dinheiro, revelam o drama do ser humano que precisa de bens materiais para satisfazer suas necessidades, mas que pode também se tornar escravo da ganância.
Aquelas mãos suplicantes dirigem uma prece a Deus, ou ao Dinheiro como se fosse Deus? É a luz de Deus que ilumina ou é o cintilar do ouro que atrai? O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo mercado, onde tudo se compra e se vende. Precisa-se de dinheiro para comprar alimentos, roupa, para cuidar da saúde, para pagar o colégio, para adquirir a moradia e custear o lazer.
O cintilar do ouro e das moedas, porém, se mistura facilmente com a ambição e o desamor. Você pode se tornar escravo dos bens materiais e depositar neles a sua segurança. Você pode viver acumulando dinheiro e propriedades como se deles dependesse a sua vida. Você não pensa que seus bens podem ser supérfluos e suas necessidades podem ser imaginárias, induzidas pela propaganda, pela moda, pelas promoções de fim de semana. Você também acaba esquecendo que há crianças abandonadas, pobres morando nas ruas, pessoas famintas e doentes, e fica cuidando do seu dinheiro como se fosse Deus, fechando os olhos sobre as necessidades do próximo.
Este Cartaz convida você a se libertar da dependência dos bens materiais. A pôr a sua confiança em Deus. A fugir da ganância e do egoísmo. A cultivar sentimentos de fraternidade. A contribuir com o seu trabalho e os seus bens, para a construção de um mundo mais justo e solidário.
Fonte: Edições CNBB

Campanha da Fraternidade 2010

Com um ato solene a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica foi lançada no dia 10 de setembro, próximo passado, no Rio de Janeiro. O tema da Campanha da Fraternidade 2010 é "Fraternidade e Economia" e o lema é "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6, 24). O tema e o lema foram escolhidos no ano passado depois de muitas reuniões e pesquisas. O evento contou com a participação de várias autoridades eclesiásticas e políticas: O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; o presidente do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), pastor sinodal Carlos Augusto Möller; a senadora Marina Silva; o economista e secretário de Economia Solidário do Ministério do Trabalho, professor Paul Singer entre outros.
Sob a responsabilidade do CONIC, a Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. O objetivo geral da Campanha é "Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão". Portanto a Campanha da Fraternidade 2010 quer unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo a paz. A Campanha vai nos ajudar a reconhecer nossa omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Hoje precisamos combinar eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica, percebendo a relação e a importância do meio ambiente nas atividades de desenvolvimento econômico, social e cultural.
O Texto-Base da Campanha insiste que a economia existe para a pessoa e para o bem comum da sociedade, não a pessoa para a economia. O lema da Campanha, a afirmação de Jesus registrada no Evangelho de Mateus: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24) nos propõe uma escolha entre os valores do plano de Deus e a rendição diante do dinheiro, visto como valor absoluto dirigindo a vida (Texto-base, p.47). O dinheiro, embora necessário, não pode ser o supremo valor dos nossos atos nem o critério absoluto das decisões dos indivíduos e dos governos. O dinheiro "deve ser usado para servir ao bem comum das pessoas, na partilha e na solidariedade". Toda a vida econômica deveria ser orientada por princípios éticos. A medida fundamental para qualquer economia é um sistema que deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida de todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis. O capitalismo selvagem trabalho no sentido oposto. Não se importa com a destruição da natureza ou com o fato de que está tornando sistêmica a miséria de milhões de famílias.
Na história humana, marcada por ambições, explorações, injustiças e ganância, a Bíblia se volta decididamente para a defesa dos pobres. No âmbito social, a Bíblia nos mostra profetas acusando reis e gente poderosa que enriquece à custa do povo e não cuida bem daqueles a quem deveriam servir (Is. 3,13-15; Jr 5, 27-29: Ez 34, 2-4 etc.). No âmbito comunitário, a Bíblia fala sobre a diária do trabalhador que deve ser paga no mesmo dia, pois ele precisa disso para viver (Ex 19, 13), e ao socorro que devemos prestar aos pobres (Dt 15, 7-11). No âmbito pessoal somos chamados a evitar corrupção e desonestidade e viver a partilha no amor fraterno. As palavras de João no Evangelho de Lucas (Lc 3, 10-14) nos oferecem uma orientação clara nesta área. (cf. p.48 do Texto-Base).
O Texto-Base da Campanha deve ser um instrumento à disposição das comunidades cristãs e de todas as pessoas de boa vontade para enfrentar, com consciência crítica, os temas do desenvolvimento e da justiça, da economia e da vida humana no Brasil e no mundo. Precisamos denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte. A Campanha nos convida a lutar para: incluir a alimentação adequada entre os direitos previstos na Constituição Federal; erradicar o analfabetismo; eliminar o trabalho escravo; combater o trabalho infantil; conseguir uma tributação justa e progressiva; garantir o acesso à água e continuar a luta pela Reforma Agrária.

16 de fev de 2010

Os "Cavaleiros da Cultura" vêm aí!

Criada em 2008, a ACC (Associação Cavaleiros da Cultura) representa a realização de um sonho: cavalgar levando cultura e incentivando a leitura pelos quatro cantos do país. A história teve início com um grupo de amigos, que, durante cavalgadas recreativas, procurava um sentido especial para suas jornadas.

O primeiro passo foi dado em julho de 2007, quando 16 cavaleiros participaram da "Cavalgada do Centenário de Oscar Niemeyer", idealizada por seu neto Carlos Oscar Niemeyer. Partindo de Goianá (MG), a homenagem ao maior arquiteto brasileiro consistiu na distribuição de 12 mil livros em 25 bibliotecas e escolas públicas de cidades do interior de Minas e São Paulo. Foram 813 quilômetros percorridos até a cidade de Barretos (SP), em 19 dias de atividades intensas.
Devido ao expressivo sucesso da cavalgada, seus integrantes decidiram levar o projeto adiante. Em setembro de 2008, oficializaram a criação da ACC e elaboraram um estatuto próprio. O objetivo principal do grupo é desenvolver ações de cunho cultural e educacional, em que sejam valorizados os costumes e a cultura brasileira. Dentre as propostas, estão o apoio a pesquisas e estudos com esse caráter, além da prestação de serviços de utilidade pública, aprimoramento profissional e organização de viagens que privilegiem a cavalgada e o tropeirismo.
No período de 2009 a 2010, o grande desafio da ACC é realizar a Cavalgada Cultural Brasília 50 anos é um projeto em homenagem a Capital Federal e ao arquiteto Oscar Niemeyer, padrinho da Associação Cavaleiros da Cultura.
A primeira fase da viagem foi concluída em Julho de 2009, no percurso de 650 km entre Niterói - Belo Horizonte, em que 57 mil livros foram distribuídos em 25 municípios dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, beneficiando 32 mil pessoas. A arrecadação começou seis meses antes, através de contatos com editoras, escritores e doadores particulares.
Para a segunda etapa da viagem a expectativa é que sejam arrecadados 63 mil livros, completando a marca de 100 mil exemplares. Os cavaleiros planejam sair de Belo Horizonte em março de 2010 e chegar a Brasília no dia 21 de abril, data de comemoração de seu cinqüentenário.
Este ano, o Grupo refaz o trajeto da obra "Grande Sertão Veredas", doando mais de 60 mil livros. Saída é prevista para dia 20 de março e Curvelo está na rota. A Escola Municipal Dr. Viriato, com grande alegria, se prepara recebê-los.

11 de fev de 2010

Marchinhas de Carnaval

A Marcha de Carnaval', também conhecida como "marchinha", é um gênero de música popular que esteve no carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX, altura em que começou a ser substituída, na preferência do público, pelo samba enredo.

A primeira marcha foi a composição de 1899 de Chiquinha Gonzaga, intitulada Ó Abre Alas, feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro.

ABRE ALAS

Chiquinha Gonzaga, 1899

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de Ouro é que vai ganhar
Rosa de Ouro é que vai ganhar.


A JARDINEIRA
Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938

Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu.

Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu.


ME DÁ UM DINHEIRO AÍ
Ivan Ferreira-Homero Ferreira-Glauco Ferreira, 1959

Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

HISTÓRIA DO CARNAVAL

O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

7 de fev de 2010

"O vestidinho azul" e os combinados

No Lar das Crianças , que dirigiu por 30 anos, Janusz Korczak pôs em prática seu sistema de Educação, que transformava os pequenos em seus ajudantes, valorizando-os."Ele delegava a eles várias funções da casa por acreditar que assim, se tornariam responsáveis pelo que havia lá", conta Ana Carolina Rodrigues Marangon, professora da Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro Janusz Korczak, Precursor dos Direitos da Criança - Uma Vida entre Obras. Era uma prova de confiança na capacidade deles de resolver problemas", completa.

A grande inovação ficava com o Tribunal de Arbitragem. Nele, qualquer um - funcionário, moradores e o próprio Korczak - podia ser julgado por um ato inadequado, como bater, ofender alguém. Foi a forma que encontrou para fazer com que os combinados entre adultos e crianças realmente valessem. "Hoje em dia, muitas vezes propomos algo aos alunos que não oferece espaço para opinarem. É o que acontece quando eu digo ' vamos combinar que ninguém pode brincar no corredor'", diz Ana Carolina. As crenças do polonês incluíam o direito ao erro infantil, que, segundo ele, era de dois tipos. Um é não corresponder à vontade dos adultos." Existe nas pessoas, de modo geral, a tendência de se colocarem como modelos ou fontes de sabedoria (...). Tudo o que for diferente é erro e não percebem que o diferente pode ser nem pior nem melhor, apenas diferente. "O outro tipo de erro é o que realmente traz prejuízo. Nesses casos, ele defendia que os adultos deveriam alertar para que não houvesse reincidência. "Isso, porém, sem pretender que a criança seja um modelo de perfeição e deixando espaço para que faça suas experiências e sofra os resultados delas. " Korczak era contra imposições. Ele achava que cometer pequenos erros era um exercício de liberdade e de aprendizagem", diz Ana Carolina. Adaptado de: http://marcianogueira-psicologia.blogspot.com/2009/11/valorizando-importancia-dos-famosos.html.

Como forma de oferecer esse espaço de opinião e de aprendizagem é que se propõe construir, juntamente com os alunos, os famosos combinados de início de ano. O famoso texto "O vestido azul" mostrou-se para mim uma excelente oportunidade de construir com meus alunos os nossos combinados. Com a história, os alunos percebem que, com pequenos gestos, podemos obter grandes transformações, a exemplo da atitude do professor ao dar um vestido a uma menina pobre.
Além da interpretação de texto habitual que todos costumamos fazer com nossos alunos, podemos explorar:
  • qual era a intenção do professor com o seu gesto?
  • que mudanças provovou a atitude do professor: na mãe, no pai, no bairro?
  • que atitudes podem melhorar o nosso ambiente, a sala de aula? (combinados)

6 de fev de 2010

Seja bem-vindo

Em todos os povos do mundo, em todas as épocas da humanidade, o que se espera de uma nova geração é que ela aprenda os ensinamentos dos mais velhos e siga os passos daqueles que já trilharam muitos caminhos. Os pais esperam que dos seus filhos os escutem e ponham em prática, o que eles lhes ensinam. Os professores se orgulham dos alunos que os seguem.

O Conhecer não é somente assimilar passivamente um saber, um conteúdo, um objeto. Admitimos a idéia de que devemos partir de algo, mas para que haja conhecimento esse algo deve ser transformado, repensado, ter adquirir novo significado e ser re-elaborado. Podemos fazer isso em conjunto, com outros indivíduos, mas cada um, individualmente, precisa contribuir com sua parcela de intelectualidade, de ação.
Nesta caminhada precisaremos de perseverança, senso de compromisso, dedicação, entrosamento e responsabilidade.
É com esse espírito e amor pela educação, que damos as boas vindas e um bom retorno a todos: alunos pais, professores e demais funcionários para que com vibração e alegria iniciemos nossas atividades.
Aqui, segue uma sugestão de música para receber os alunos no primeiro dia de aula. O entrosamento entre colegas fica melhor se todos cantarem olhando bem fundo nos olhos uns dos outros.

BOA TARDE



Boa tarde!
É boa a tarde que começa a ver.
Jesus nos atraiu,
Jesus nos reuniu.
De perto, de longe
E chegamos aqui.


Bem-vinda
A alegria do seu sorriso!
Bem-vinda
A luz que brilha
No seu olhar!


Meu irmão,
É bom te encontrar.
Minha irmã,
É bom te encontrar.
É uma ótima oportunidade também para conversar com os alunos sobre a mensagem da música, sobre Jesus que nos reuniu (sem defender nenhuma religião, é claro), sobre quando nossos olhos brilham e coisas que são bem-vindas à sala de aula, como a amizade e o respeito.

Nova turminha vai comandar o blog

Voltamos à ativa!!! Uma nova turminha de 4ª Série (e como é grande!) agora vai comandar o blog neste ano letivo de 2010. A foto do perfil só será alterada depois que os pais autorizarem a participação de seus filhos no Projeto "Ler é uma beleza". Continuaremos postando algumas de nossas atividades voltadas para a leitura. Contamos com a participação de nossos visitantes, fazendo comentários, sugestões ou mesmo deixando um recadinho em nosso mural virtual. Aliás, este ano a nossa página completa um aninho de existência e vamos preparar uma grande festa para festejar. Veja nosso contador de visitas!!! Se considerarmos que iniciamos nossa divulgação em maio de 2009 (9 meses), contamos com uma média de 760 visitas por mês! Não temos mesmo que comemorar?!
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