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30 de ago de 2010

Atividade com Anúncio Publicitário

TEXTO 1


TEXTO 2

ESTUDO DOS TEXTOS
1. Os textos que você acabou de ler são anúncios publicitários. Textos desse gênero são produzidos para divulgar um produto, um serviço ou uma ideia. No caso dos dois anúncios que você leu, ele pretende divulgar uma ideia. Qual?
2. Onde foram publicados esses anúncios?
(   ) em jornais.       (   ) em revistas.      (   ) em folhetos.      (   ) na internet.
3. O Texto 1 é direcionado:
(   ) aos donos de animais de grande porte.
(   ) aos donos de animais de pequeno porte.
(   ) a cavalos, bois e vacas.
(   ) a cães e gatos.
4. O Texto 2 é dirigido:
(   ) aos donos de animais de grande porte.
(   ) aos proprietários de cães e gatos.
(   ) a cavalos, bois e vacas.
(   ) a cães e gatos.
5. Quem são os anunciantes (divulgadores da ideia) desses textos?
TEXTO 1:
TEXTO 2:
6. Em sua opinião, qual a importância da imagem nos anúncios?
7. Em um anúncio, é comum aparecer uma frase, fácil de ser memorizada e que procura chamar a atenção do leitor. Essa frase é denominada slogan. Qual é o slogan do Texto 2?

29 de ago de 2010

Atividades com Lendas

A lenda é uma narrativa criada pela tradição oral com o objetivo de explicar fatos e fenômenos para os quais não existem explicações precisas. Apresenta uma relação direta entre o momento histórico e o povo que a cria. De acordo com o motivo, a lenda representa uma modalidade diferente. Formação de cidades, origem dos povos, explicação sobre fenômenos da natureza, são alguns dos temas mais abordados nas lendas. Como todas as histórias fantásticas mexem muito com o imaginário infantil, como essas duas trabalhadas na sala de aula. Na preparação é feito uma sondagem do conceito de lenda e o levantamento daquelas que os alunos já conhecem.
TEXTO 1
A Origem do fogo


Palenosamó era uma velha feiticeira que não gostava dos outros índios, por isso, vivia sozinha no fundo da floresta, numa clareira, longe da tribo. Naquele tempo, os homens ainda não conheciam o fogo. Os seus beijus eram secos ao sol e tinham um gosto meio ruim. Palenosamó também só podia comer as coisas cruas.

Certo dia, ela saiu de casa para apanhar alguns ramos. Juntou a lenha e arrumou-a como para uma fogueira, cuspiu em cima e a madeira pegou fogo. "Ah! Disse ela, esfregando as mãos. Agora vou ter comida quente." Preparou um moquém (grelha de varas), fez beijus, caxiri e regalou-se. Estava contente da vida.

Numa tarde, quando o sol tostava a terra e todos repousavam debaixo das cabanas, uma jovem índia entrou na floresta. Foi andando até dar com a casa da feiticeira. Subiu numa árvore e ficou a olhar. Tudo estava silencioso. O vento tinha parado. Nenhuma folha se mexia. Daí a pouco, apareceu a velha no terreiro. Pegou um pouco de lenha, juntou-a e fez fogo outra vez. A moça ficou muito espantada. Desceu da árvore, afastou-se devagar para não ser percebida, e, quando já estava a uma boa distância, deitou a correr o mais que podia.

Chegou na taba quase sem fôlego. Contou aos companheiros o que vira; como a velha índia fizera fogo. Ao receber a notícia, os homens ficaram satisfeitíssimos. "Vamos para lá! Precisamos de fogo também." Foram.

A moça, na frente, ia-lhes mostrando o caminho. Finalmente, chegaram. Falaram a Palenosamó: "Sabemos que tens fogo. Dá-nos!" A feiticeira ria-se, negando-se a atendê-los. "Se não nos dás o fogo, nós te obrigaremos!" Gritaram os índios. Agarrando-a, prenderam-na consigo, voltando à tribo.

No meio da taba, amarram-na num poste. Juntaram, em torno dela, bastante lenha. Em seguida, apertaram o ventre da velha feiticeira, até que não agüentou mais e cuspiu sobre a madeira. O fogo apareceu, vivo e forte. Queimou a terra, em baixo, transformando-a numa pedra. Essa pedra, quando é batida em outra igual, solta faíscas. Desse modo, os índios aprenderam a fazer fogueiras e não tiveram mais de comer os alimentos crus.

TEXTO 2
A vitória-régia
Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.

Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.

Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem india, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.

ESTUDO DOS TEXTOS
1.Qual é o tipo de narrador das lendas que você leu: narrador-observador ou narrador-personagem? Explique como você chegou a essa conclusão.
2.Quando o narrador não participa dos acontecimentos da história, apenas os observa e os relata, a narrativa é escrita em 3ª pessoa. Quando ele age na narrativa, participando dos acontecimentos, a história é escrita em 1ª pessoa. O ponto de vista do narrador sobre os acontecimentos recebe o nome de foco narrativo. No caso do 1º texto, qual é o foco narrativo? E no segundo texto?
3. Uma conversa entre pessoas ou personagens recebe o nome de diálogo. Como o diálogo é marcado nos textos que você leu?
4. Entre as opções abaixo, identifique aquelas que levaram os índios a descobrir o fogo:
- Palenosamó ajudou-os a produzir o fogo.
- Descobriram que esfregando um pedaço de madeira no outro era possível produzir fogo.
- Aprisionaram Palenosamó que, pressionada, cuspiu fogo.
- Descobriram que uma velha índia era capaz de cuspir fogo.
5. Entre as opções abaixo, identifique aquela(s) que levaram ao aparecimento da vitória-régia:
- Os pajés transformaram a índia Naiá em uma flor das águas.
- A bela Naiá, cega pelo seu sonho, caiu na água e se afogou.
- A lua, com  pena da jovem índia, transformou-a em vitória-régia.
- Naiá conseguiu realizar seu sonho de se transformar em estrela.
6. É possível saber em que época se passaram os acontecimentos relatados nos textos?
7. A lenda é criada para explicar fatos e fenômenos para os quais não exitem explicações precisas. Que fato gerou cada uma das lendas lidas?
8. Complete o quadro identificando semelhanças e diferenças entre os dois textos. Assinale com um X as características correspondentes a cada texto.

27 de ago de 2010

Mobilização já!

Envie seu relato sobre a aplicação do Piso para a produção do dossiê que será levado aos ministros do Supremo

A CNTE está preparando um dossiê sobre a aplicação do Piso Salarial dos professores nos estados e municípios do país. O documento será entregue aos ministros do Supremo Tribunal Federal durante a mobilização do dia 16 de setembro. Precisamos da sua participação!
O dossiê será montado com os depoimentos de educadores enviados ao Blog da CNTE. Para conseguirmos realmente pressionar os ministros do STF a julgar a Ação de Inconstitucionalidade - levada ao Supremo pelos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraná - a CNTE precisa da mobilização de todos. Até agora, o Supremo não julgou o mérito da ADIN e a maioria dos estados aproveita a situação para não efetivar o Piso Nacional.
Ainda faltam informações sobre a implementação do Piso nos municípios de Rondônia, Amazonas, Amapá e Roraima. Convocamos todos os professores de ensino básico da rede pública do Brasil a se manifestarem. Conte o que acontece no seu município, no seu estado e faça valer os seus direitos.
Para dar o seu relato clique aqui. http://www.cnte.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4651&Itemid=85

24 de ago de 2010

Mais uma ... dos tucanos


Depois de Anastasia, candidato ao governo de Minas pelo PSDB, alardear que vai implantar o programa "Professor da Família" (haja professor, cargo em extinção), agora foi a vez de José Serra, candidato à Presidência pelo mesmo partido de prometer "espalhar" pelo Brasil o Projeto "Dois Professores na sala de aula" (os recursos teriam que dobrar, não é mesmo?). Pois bem, todos sabem dos problemas enfrentados pelos Educadores sobretudo no que diz respeito à desvalorização: quando se fala em aumentar salário de professor, nunca há recursos. De onde surgirão tais recursos agora? Veja o depoimento do professor Fábio Moraes de São Paulo:



“Pois a história dos dois professores na sala de aula é mentira ”, denuncia o professor Fábio Moraes. “É para iludir a população dos outros estados, pois os pais, os alunos e os professores de São Paulo já sabem que é um engodo. Eu desafio o ex-governador José Serra a mostrar uma única sala de aula na rede pública estadual onde existam dois professores. Nunca houve isso.”
Fábio Moraes é secretário do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Nessa condição, percorre continuamente toda a rede pública. O esquema propagandeado dos dois professores seria para crianças aprendendo a ler e a escrever, ou seja, nas classes do atual segundo ano do primeiro grau (antigo primeiro ano primário).
Fábio explica por que considera a propaganda enganosa:
1º) O que existe em algumas salas é a presença de um professor e de um estagiário, que não é professor formado.
2º) Os estagiários são remanescentes do Projeto Escola da Família, do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que José Serra reduziu drasticamente. Por esse projeto, as escolas eram abertas nos fins de semana para a comunidade, e os estagiários atuavam como monitores. Serra alocou então parte dos estagiários do Escola da Família no Projeto Dois professores na sala de aula.
3º) Desde 1998, há crescente municipalização do ensino das primeiras séries do primeiro grau, justamente quando as crianças aprendem a ler e a escrever. O governo do Estado foi transferindo pouco a pouco essa responsabilidade para as prefeituras. Assim, hoje são poucas escolas da rede pública estadual que atuam na alfabetização. A maior parte das classes dos primeiros anos está nas mãos das prefeituras e não do Estado, como a propaganda do governo estadual pode levar muitas pessoas a acreditar.
4º) Além disso, o governo estadual coloca até 40 alunos numa sala. Mesmo que fossem dois professores de verdade em classe, do ponto de vista pedagógico é inadequado. Já está comprovado que o ideal, para a aprendizagem, são salas de 20 alunos. Por que não organizar salas de 20 alunos com um professor em cada uma? Pedagogicamente traria mais ganhos aos alunos.
“Não somos contra os estagiários, que são vítimas também desse processo”, salienta Fábio . “A questão é a propaganda enganosa. É só marketing. Os maiores interessados – alunos, pais, professores e os próprios estagiários – não foram ouvidos, para mostrar aos governantes de plantão o que realmente é necessário para melhorar o sofrível padrão de ensino no Estado de São Paulo.”
O Viomundo consultou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre os dois professores na sala de aula. A assessoria de imprensa respondeu por e-mail:
O segundo professor será disponibilizado em classes do 2º ano do Ensino Fundamental (antiga 1ª série no ensino de 8 anos). Temos 97 instituições de ensino superior inscritas, porém até o momento foram firmados apenas 3 convênios, que totalizam 1.235 classes/alunos-pesquisadores. Os demais convênios estão em fase de finalização. Em todo Estado, são cerca de 6 mil classes, sendo em torno de 4 mil na capital e Grande São Paulo e 2 mil no interior.
Solicitamos mais detalhes, inclusive em quantas e quais escolas o projeto está implantado. A assessoria, também por e-mail, respondeu:
Temos cerca de 6 mil classes em todo Estado que contam com o segundo professor previsto no Programa Ler e Escrever. Porém o convênio com instituições de ensino superior dentro do Programa é firmado anualmente. Os convênios para 2010 se encontram em fase de conclusão.
O segundo professor são estudantes dos cursos de Pedagogia ou de Letras, como consta no histórico do Projeto Ler e Escrever.
Geralmente são chamados de estagiários. Mas oficialmente são denominados alunos pesquisadores.
Nada contra os estagiários, insistimos. É importante que eles tenham a oportunidade de aprender com os professores já formados. Mas por que o governo paulista não diz que são estagiários ou alunos pesquisadores em vez de apresentá-los como se fossem professores?
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação adota o mesmo discurso . Tal qual o anúncio, usa sistematicamente a expressão dois professores na sala de aula.
Não à toa Fábio Moraes arremata: “É só mais um dos ‘reinos’ do faz de conta do ex-governador José Serra e seus tucanos”. (Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/dois-professores-na-sala-de-aula-e-propaganda-enganosa-do-governo-de-sao-paulo.html )

Piso: A Luta continua

22 de ago de 2010

Retificação no Edital do X Prêmio Denatran

O Departamento Nacional de Trânsito publicou em seu site retificação no Edital do X Prêmio Denatran de Educação para o Trânsito. De acordo com a retificação, o prazo final para inscrever os trabalhos é 15 de setembro deste ano e não mais 31 de agosto. Mais tempo para trabalharmos o tema com nossos alunos e prepará-los melhor, não só para ganhar o prêmio, mas para a cidadania no trânsito. Você pode conferir as retificações em http://www.denatran.gov.br/download/Portarias/2010/RETIFICACAO_PORTARIA_DENATRAN_393_10.pdf .

Parabéns, Supervisora!!!

recados para orkut
Em especial para Marília e Kátia (E. M. Dr. Viriato), Elvira e Dorinha (E. E. Bolivar de Freitas) e Terezinha (Eterna Supervisora).

Encontre as melhores Mensagens de Dia do Supervisor Educacional para seus Amigos!

20 de ago de 2010

Folclore: Atividade com Parlendas

A atividade abaixo foi desenvolvida esta semana com a turma. Os alunos são divididos em grupos e cada grupo recebe uma série de parlendas, algumas conhecidas e outras não. Cada grupo é convidado a apresentar a parlenda de que mais gostou da forma que quiser. Surgem as mais diversas formas de apresentação como através de dramatização, mímicas, jogral, uso da bandinha, como brincadeira de roda, canto (inclusive o rap) e outras. A seguir, cada aluno recebeu a parlenda abaixo. Os alunos percebem nela algumas diferenças daquela a que estão acostumados. Percebem que estas diferenças se devem ao fato de as parlendas passarem de geração a geração (o que justifica o fato de fazerem parte do Folclore) e sofrerem modificações conforme a região do país.

Cadê?

Cadê o toucinho que estava aqui?
O Gato comeu.
Cadê o gato?
No mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O Boi bebeu.
Cadê o boi?
Amassando o trigo.
Cadê o trigo?
A galinha espalhou.
Cadê a galinha?
Botando ovo.
Cadê o ovo?
O padre bebeu.
Cadê o padre?
Rezando missa.
Cadê a missa?
Tá na capela
Cadê a Capela?
Tá aqui.........

Depois, cada um cria sua própria parlenda com o título "Cadê?", fazendo modificações que eles quiserem. O resultado foi surpreendente!

Anastasia e o "professor da família"

O candidato à reeleição pelo PSDB, governador Antonio Anastasia, atribuiu ao governo do presidente Lula a responsabilidade pela não realização de importantes obras de infraestrutura em Minas Gerais. A afirmação foi dada em entrevista no portal http://www.noticias.terra.com.br/. Confira a entrevista na íntegra em: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4628666-EI15328,00-Faltou+vontade+politica+ao+governo+federal+diz+Anastasia.html . Com relação à Educação, o tucano nos saiu com essa:
Educação

"Alvo do adversário Hélio Costa principalmente pela política salarial adotada por ele e pelo antecessor Aécio Neves no governo, Anastasia afirmou que Educação sempre foi sua prioridade. "Ninguém mais do que eu quer remunerar bem os professores. Mas o Estado tem os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. E estamos no limite dela". O candidato ainda destacou que foi aprovada uma lei este ano melhorando o salário da categoria e "cortando penduricalhos".
Na mesma linha de plataforma da área de Ensino, o tucano prometeu, se eleito, criar o programa "professor da família". A proposta é ter professores nas casas das pessoas, dando assistência aos alunos também fora da escola." (Trecho transcrito do site http://www.noticias.terra.com.br/)

Acontece que o tal "professor da família" já é um projeto existente em Taboão da Serra (SP). Copiou? E lá, cada educador recebe R$ 35,00 (trinta e cinco reais) por visita de 01(uma) hora à família. Bem mais do que recebe um professor mineiro por um dia inteiro de trabalho. Outro fato: onde nosso governador pretende arrumar tantos professores se os que não estão saindo por aposentadoria, o fazem por motivo de doenças, ou têm que se desdobrar em 2 ou 3 escolas?! Dê uma olhada nas escolas estaduais mineiras: a cada dia que passa aumenta o número de substitutos, quase sempre "marinheiros de primeira viagem". Mais: se não há recursos para aumentar o salário dos que já se encontram, de onde sairão tais recursos?! De sua cartola mágica? Copiou, tem de copiar direito, não é mesmo? Caso queira conferir o projeto "professor da família" que JÁ EXISTE em Taboão da Serra, lá vai o texto e o link:
 
Revista Carta na Escola, Edição 23

Professor da família
Em Taboão da Serra, visita de educadores à casa dos alunos ajuda a diminuir o número de repetência e a evasão na rede municipal
Por Livia Perozim

Foi batendo à porta da casa dos seus alunos que a professora Josefina Reis pôde entender determinadas atitudes, dificuldades de relacionamento e aprendizado que eles apresentavam. Essas visitas passaram a ser uma importante ferramenta de trabalho. Ao entrar no ambiente doméstico em que vivem os 32 alunos, crianças de 4 e 5 anos que compuseram a turma da professora em 2007, Jô, como é chamada pelas colegas, conheceu a estrutura familiar dos estudantes, o bairro onde vivem e o lugar em que estudam e brincam. Passou assim a integrar o time de 400 professores-visitadores do Programa Interação Família e Escola, da prefeitura de Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. Desde 2005, eles visitaram 14 mil famílias e muitos resultados já podem ser comemorados: além da maior aproximação entre a família e a escola, com as visitas, os índices de repetência e evasão diminuíram 40%. Jô dá aulas na Escola Municipal de Educação Infantil Emília, que aderiu ao programa em junho de 2007. Como trabalha também em outra escola, só tem livre o período da noite para conversar com pais, avós ou o responsável pelas crianças. As suas visitas duram, em média, uma hora e a professora recebe 35 reais pela visita. Assim como ela, as outras 15 professoras da escola também vão à casa dos alunos. Juntas, visitaram, no último ano, metade dos 512 estudantes da escola. A proposta do programa é que cada aluno seja visitado uma vez por ano, com encontros que começam em junho e vão até novembro.
Com um novo olhar sobre as origens e hábitos do aluno e da sua família, os professores relatam o que identificam em cada casa e discutem com os demais educadores e a direção da escola, se for o caso, em busca de solução aos problemas que aparecem. “O itinerário da informação colhida nas visitas é muito importante para que o trabalho não se perca”, explica Márcia Santos da Silva Penha, coordenadora do programa na Emei Emília. Em casos de identificação de violência ou algum tipo de abuso, o procedimento é o mesmo orientado na escola: o professor aciona as autoridades responsáveis. Se houver algum caso mais complicado ligado ao desempenho do aluno na escola ou se a mãe quiser, segundo Márcia, os professores retornam às casas. Ela mesma, além de visitar as crianças, pode acompanhar a visita dos outros professores. Foi o que fez na casa de Leandro, quando CartaCapital foi até lá com Jô, para saber o que a família dele tinha achado da visita. “Foi uma conversa boa. O Leandro é um bom aluno”, contou a mãe do garoto, Jeane dos Santos Lobo Silva, que já conhecia a professora do filho. Mas quem gostou mesmo da visita, lembra, foi a avó de Leandro: “Ela gostou de conhecer a professora e falar das coisas que o neto faz em casa”.
Como manda a boa etiqueta, Jô deu de presente à família o livro Iracema, de José de Alencar, uma prática que também é realizada por outros professores do programa. A cada visita, a família ganha um livro. Antes de ir a campo, os professores recebem algumas orientações e sugestões de perguntas para a entrevista. Entre as características a serem observadas, estão as condições de moradia, a estrutura da família, as crenças religiosas e até a presença ou não de bichos de estimação. E as perguntas sugeridas focam a interferência da família na rotina dos alunos. O programa exige mais do professor. E da família também, que é convidada a participar da educação que o filho recebe na escola. Segundo a coordenadora do programa na prefeitura, Andréa Tavares Marques, os professores participam de um curso preparatório para fazer as entrevistas e entender como as observações das visitas e as respostas dadas podem ajudar o aluno pedagogicamente. “O professor não vai lá para bisbilhotar. Quando ele observa, por exemplo, que o aluno não tem onde brincar, ele entende a sua agitação e sugere à mãe que reserve a ele um horário do dia para isso. São sugestões. Não há imposição de nada”, reforça Andréa.
O mais comum, de acordo com Andréa, são casos de arranjos familiares que interferem no desempenho do aluno: “Mesmo que a família não seja a tradicional, e a maioria delas não é, a criança e o adolescente precisam ter uma referência dentro de casa. É isso que explicamos a eles”. Aceitar a visita do professor não é uma obrigação. Os professores enviam, pelos alunos, uma cartinha perguntando aos pais se gostariam de recebê-los e qual seria o melhor horário e dia para conversarem. Como muitos pais trabalham o dia todo e muitos professores dão aula em mais de uma escola, nem sempre é possível atender a todos.

18 de ago de 2010

Câmara dos Deputados debate reajuste do Piso para 2011

Na última terça-feira (17), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública para discutir o reajuste do PSPN, em 2011. A CNTE participou da atividade juntamente com o Ministério da Educação, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e a Confederação Nacional dos Municípios.

As contas preliminares apresentadas pelo Ministério da Educação confirmam a previsão da CNTE para reajuste do Piso, no próximo ano, na ordem de 15,29%. Esse percentual, desde já, serve de referência para estados e municípios preverem, em seus projetos de leis orçamentárias, o menor vencimento inicial para a carreira do magistério público.
Outro ponto relevante do debate com os parlamentares referiu-se à aprovação do PL 3.776 - na versão modificada pelo PLC 321/09, do Senado - fruto de acordo envolvendo o Parlamento, gestores e trabalhadores. O referido projeto prevê ganho real anual para o Piso, bem como salvaguarda de aplicação mínima do Índice de Preços ao Consumidor na hipótese de o percentual de correção do valor mínimo do Fundeb ser inferior ao INPC/IBGE.
A CNTE também lembrou os parlamentares sobre a necessidade de se pressionar o Supremo Tribunal Federal a votar o mérito da ADI 4.167, impetrada pelos governadores “Inimigos da Educação, Traidores da Escola Pública”, pois somente com a total constitucionalidade da Lei 11.738 será possível resgatar a valorização dos profissionais da educação. Sobre esta questão, a Frente Parlamentar em Defesa do PSPN se comprometeu em apoiar o ato da CNTE, dia 16 de setembro, no STF, quando será entregue aos ministros do Tribunal um dossiê sobre o descumprimento da Lei 11.738 e o pedido de urgência para julgamento da ADI 4.167.
Outra agenda importante da CNTE, nesta quinta-feira (19), refere-se à primeira reunião da Mesa de Negociação do Piso, à qual terão assento, além de nossa Confederação, o Consed, a Undime e o MEC. Esperamos que esse momento viabilize a implementação do Piso, à luz da Lei 11.738, vinculado-o à carreira e projetando seu poder de compra para patamares mais dignos para o pleno exercício da profissão de educador.

Má gestão emperra pagamento de piso a professores

Piso salarial dos professores foi tema de debate na Comissão de Educação e Cultura, na tarde de terça-feira (17).Deputados da casa, representantes de entidades e o secretário-geral da CNTE, Denílson Bento da Costa, se reuniram para discutir o índice de reajuste do valor do PSPN.
Durante o debate realizado na Comissão, o coordenador-geral do Fundeb, Wander Borges, demonstrou que o governo federal separou quase R$ 7 bilhões neste ano para complementar os recursos do fundo nos municípios. Por essa razão, foi apontado que não há justificativa para as prefeituras descumprirem a lei (11.738/08) que instituiu o piso salarial nacional da categoria.
"Para aonde estão sendo levados esses R$ 6,9 bilhões? Desafio qualquer município a provar que deu, nos últimos três anos, um aumento salarial acumulado de 30% aos professores. O dinheiro tem sido desviado, e não podemos concordar com isso. As prefeituras incham suas folhas de pagamento com cargos de confiança e depois dizem não ter recurso para a educação”, afirmou o deputado Severiano Alves (PMDB-BA).
O deputado acusou as prefeituras de não pagarem aos professores do ensino básico o piso salarial de R$ 1.024, definido pelo Ministério da Educação (MEC), devido à má gestão e ao desvio de recursos. A declaração foi feita, nesta terça-feira, após audiência pública da Comissão de Educação e Cultura sobre o tema.
Já o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, rebateu a acusação. Para ele, a declaração do deputado é meramente "eleitoral", pois até hoje nenhum município recebeu qualquer recurso extra para o pagamento do piso do magistério. "A complementação é, na verdade, de 10% sobre o total (R$ 700 milhões, e não R$ 7 bilhões) que a União disponibilizar para o piso. A legislação, porém, determinou, entre outros requisitos, que o município precisa provar que possui mais alunos na área rural do na urbana para ter direito a receber o dinheiro", explicou.

Falta de consenso
Na audiência pública, ficou claro que estados, municípios, governo federal e professores ainda estão longe de chegar a um consenso sobre os critérios de reajuste do piso da categoria.
Cinco governadores já recorreram à Justiça argumentando que o piso é inconstitucional. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou o mérito, mas decidiu, em liminar, que estados e prefeituras podem somar as gratificações pagas aos professores para atingir o valor do piso.
O secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Denilson da Costa, sustentou que o piso deve englobar apenas o vencimento do início de carreira, sem contar nenhuma outra vantagem. Ele afirmou ainda que a entidade prepara um relatório com a lista de todos os municípios onde a lei está sendo descumprida. (com informações da Agência Câmara)

15 de ago de 2010

Atividade da Olimpíada de Língua Portuguesa

Como dito antes, os alunos da 4ª série estão participando da Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro.A atividade descrita abaixo foi mais uma das várias que foram desenvolvidas. O resultado do que a turma aprendeu sobre poesia será exposto em uma exposição onde haverá, é claro, declamação de poesia. Amanhã (16/8) é dia de as escolas participantes da Olimpíada enviar os textos selecionados para a Comissão Julgadora Municipal.
Nesta atividade os alunos estudaram poemas de diferentes autores sobre a terra natal. Uma oportunidade para resgatar sentimentos sobre o lugar onde vivemos. Como foi bom olhar para nosso "lugarzinho" com outros olhos.
Os alunos são levados a perceber o tema dos dois poemas. Após a leitura do primeiro, os alunos identificam de que fala a autora e o seu ponto de vista, tentando imaginar o que a poetisa quis mostrar. Numa análise mais aprimorada, identificam a presença de rimas e a existência ou não de figuras de linguagem.
Milagre no Corcovado
 Ângela Leite de Castilho Souza


Todas as noites
de céu nublado
no Corcovado
faz seu milagre
o Redentor:
fica pousado
no algodão-doce
iluminado
como se fosse
de isopor.

Mas todos sabem
que bem de perto
esse Jesus
é um gigante
de mais de mil
e cem toneladas...
Suba de trem,
vá pela estrada,
quem chega lá,
ao pé do Cristo,
vira mosquito.

E olhando em volta
para a cidade
de ponta a ponta
maravilhosa
a gente sente
um arrepio:
o milagre
é o próprio Rio!

A seguir, foi a vez de apreciar e analisar o poema que se segue, do grande Mário Quintana:
Cidadezinha
Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida pode morar!
Cidadezinha...tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...

Aqui, mais uma vez, os alunos identificam o tema do poema e qual o seu tom: alegre, triste ou melancólico?
Numa releitura, eles tentam (e como é fácil) imaginar a cidade retratada pelo poeta e suas características, fazendo um paralelo entre ela e a cidade em que vivem. O sentimento de carinho do poeta em relação à cidade é aí destacado. A desiguladade das estrofes e a presença das rimas é outro ponto importante, além da "torre" personificada que cisma "como é vasto o mundo!..." O ponto de vista do autor que contempla a cidade a uma certa distância pode ser considerado um ponto em comum com o primeiro poema.
Retomando os dois poemas os alunos podem analisar os recursos expressivos utilizados pelos autores, bem como as semelhanças e diferenças nos recursos empregados.
Foi uma atividade muito gratificante, pois permite mostrar aos alunos como é possível um "olhar diferente" sobre o lugar em que vivemos. Com certeza, após essas atividades os pequenos passarão a olhar sua cidade de uma maneira muito especial: com a alma.

8 de ago de 2010

Dia dos Pais

Receita de Pai

Deus pegou a força de uma montanha,
a majestade de uma árvore,
o calor de um sol de verão,
a calma de um mar tranquilo,
a generosidade da natureza,
os confortáveis braços da noite,
a sabedoria das eras,
o poder do vôo da águia,
a alegria de uma manhã de primavera,
a fé de uma semente de mostarda,
a paciência da eternidade e o centro da necessidade de uma família.
Depois, Deus juntou todos esses ingredientes
e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar,
Ele viu que Sua obra prima estava completada.
Olhou para essa obra e disse:
"A tua missão é sagrada.
Vai para a vida , vai !
Só falta eu te dar um nome:
eu te batizo de Pai"
Vai... Tens todo o meu apoio !

Parabéns a todos os papais!!!
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