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23 de jun de 2010

Valorização do magistério continua sendo prioridade para população


No último dia 17, o instituto Ibope divulgou os resultados de uma pesquisa qualitativa realizada com eleitores de todo Brasil, em que a valorização do magistério aparece como principal política educacional a ser efetivada pelo Estado brasileiro. 46% da população reivindicam essa medida. Em seguida aparece a melhoria dos equipamentos das escolas já existentes (29%), a criação de escolas profissionalizantes (28%), a segurança nas escolas (28%), a ampliação das redes escolares públicas (26%) e a melhoria da capacitação dos trabalhadores em educação (26%).

Desde 1999, quando a CNTE realizou a primeira pesquisa Retrato da Escola, essas constatações já eram observadas. À época, mais da metade dos entrevistados consideravam muito baixos os salários dos profissionais da educação e reivindicavam melhoria na qualidade do ensino público, desde a infraestrutura até a formação continuada dos trabalhadores que atuam nas redes escolares. E não temos dúvida de que a conjunção de anseios da população com as pautas de lutas dos trabalhadores em educação - num momento político em que as políticas sociais ganharam maior destaque no país - foi decisiva para a aprovação do piso salarial profissional nacional (art. 60, III, “e” do ADCT/CF e art. 206, VIII da CF). Contudo, na prática, a luta de classes em nossa sociedade, sobretudo na esfera política, tem impedido que os preceitos da Lei 11.738 (piso do magistério) sejam observados em benefício da valorização de nossos educadores, com carreiras devidamente estruturadas e dignas para o bom desempenho da profissão.
A educação, cada vez mais, ganha relevância no processo de desenvolvimento do país. Muitas áreas estratégicas já se veem carentes de profissionais qualificados, a exemplo da engenharia, da computação, dos serviços médicos e da própria educação - não se esquecendo que faltam professores em diversas áreas de conhecimento, como física, química, matemática, biologia e línguas estrangeiras.
Neste sentido, esperamos que os anseios da sociedade e de nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação, se confluam novamente na perspectiva de colocar, definitivamente, a educação no centro das atenções de nosso país. E a construção do Sistema Nacional Articulado de Educação é o primeiro passo rumo a essa trajetória. Erradicar o analfabetismo; garantir acesso, permanência e aprendizado a todos/as os/as estudantes; qualificar a escola pública e valorizar seus profissionais são algumas das dívidas que precisam ser quitadas, imediatamente. A partir daí, é preciso garantir investimentos que atendam aos requisitos do desenvolvimento sustentável (econômico, social, cultural e ambiental).

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