Blog destinado à divulgação de atividades de leitura, produção de texto e eventos escolares.
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8 de jun. de 2011
CORDEL ENCANTADO
18 de mai. de 2011
Atividade com Cordel
A literatura de cordel chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando mais popular e, atualmente, podemos encontrá-la principalmente na região Nordeste.
Os principais assuntos abordados nos livretos de cordel são: festas, política, seca, disputas, milagres, vida de canganceiros, atos de heroísmo e mortes.
Muitas vezes a declamação destes poemas é feita por seus autores acompanhados por violeiros.
Depois de conhecerem um pouco mais sobre a literatura de cordel, os alunos certamente gostarão muito de produzir os seus próprios poemas por causa do ritmo fácil e da melodia. Há outras sugestões de atividades com cordel neste mesmo blog.
Nesta semana, o 5º Ano do prof. Rogério trabalhou com os seguintes textos:
TEXTO 1
TEXTO 2

1. Conhecer a biografia do autor que usava o pseudônimo de Patativa do Assaré, mas que se chamava Antônio Gonçalves da Silva.
2. Responder a perguntas:
2.1. Como você acha que surgiu o apelido adotado pelo autor?
2.2. Explicar o uso do verso "Hoje eu tô na terra estranha". Que terra estranha é essa? Em que estrofe está essa informação?
2.3. Copie os versos da primeira estrofe que mostram como se sente o personagem nessa terra estranha.
2.4. O narrador participa da história como personagem ou é apenas um observador? Quem é ele?
2.5.Em que estrofe ficamos sabendo quem é essa pessoa que conta a história?
2.6. De que maneira a linguagem usada no poema ajuda a caracterizar a personagem?
2.7. O que o uso de versos e rimas proporciona a esse texto narrativo?
20 de fev. de 2011
Indicação de site sobre Literatura de Cordel
Lá, estudantes e professores encontrarão informações importantes e muito interessantes sobre a arte de fazer e declamar cordel. O site explica de um jeito muito claro os tipos de métricas existentes e traz indicação de outros sites sobre o assunto. Vale conferir.
1 de mai. de 2010
Teatro contra a Dengue foi um sucesso!!!
SERAFINA:
Oi, Cumade Marinalva! Vamos entrar!
MARINALVA:
Não Cumade, que a demora é pouca. Só vim ver se o Cumpade Totonho poderia ir lá em casa limpar meu quintal.
SERAFINA:
Xi, Cumade, vai dar não! Totonho tá de cama que dá dó!
MARINALVA:
Uai, o que deu nele Cumade? Ele é forte como um touro. Num é quarquer coisa que dirruba ele não! Melhor a gente dá uma oiada.
OUTRA CENA (MANÉ TOTONHO NA CAMA, MANCHAS VERMELHAS PELO CORPO)
MARINALVA:
Tarde, Cumpade! Uai sô! Só de chegar perto dá pra sentir a quentura. O que tu tá sentindo, home de Deus?
TOTONHO (GEMENDO)
Ai, Cumade! Parece que levei uma surra de chicote. Além da febre, a dor de cabeça é de lascar, os ossos parece que tá tudo quebrado. E essas manchas vermelhas?... Tô parecendo que vou pular Carnaval.
MARINALVA:
Óia, Cumpade, num quero assustá o sinhô, não! Mas tem uma tar de dengue...
TOTONHO E SERAFINA (JUNTOS):
Tar de quê???
MARINALVA:
Uma doença danada que tem esses sintomas, causada por um mosquitinho...
SERAFINA:
Peraí, Cumade! Uns pritinho pintado de branco que anda até de dia?
MARINALVA:
Esse mesmo, Cumade!!! A sinhora já viu eles?
SERAFINA:
É craro!!! O quintal tá cheio de criadouro deles. Mas num deve ser eles não, Cumade! Uns bichinho tão piquinininho!!!
MARINALVA:
Se engana não, Cumade! Eles tem tirado a vida de muita gente. Bom, vou arrumar outra pessoa pra limpar meu quintal. Acho melhor arrumar alguém pra limpar o seu também. Ah! E não dê remédio ao Cumpade sem consultar o médico.
SERAFINA:
Cumade, vai agora não! Vai começar o Jornal Escolar. Vamos assistir juntos e nos informar sobre essa doença.
COMEÇA O JORNAL
APRESENTADORA
__ Boa tarde!!!
— Todos sabem que a dengue tem assolado o nosso país. As conseqüências dessa doença podem ser muito graves.
— Essa doença não causa só uma dorzinha de cabeça, febre, vômito, dor no corpo não! Agora o caso é muito mais sério! Porque ela pode aparecer da forma mais perversa.
— É a dengue hemorrágica!!!
— Muito pior do que as outras. Esta mata mesmo!
— Sendo assim, devemos redobrar os nossos cuidados com o ambiente em que vivemos.
— Por nós e pelo nosso próximo. Procurando evitar tudo o que favorece à formação de focos, criadouros do mosquito aedys egipty.
— Pensando nisso, nossa repórter foi às ruas fazer uma sondagem, para descobrir como anda a nossa responsabilidade, em relação a campanha contra a dengue.
— Será que nossa comunidade tem fiscalizado sua casa, seu quintal?
— Será que ela tem se preocupado com seus familiares e consigo mesma, pondo em prática as medidas de prevenção tão faladas na televisão, no rádio, jornais e nas escolas?
— Vamos ver o que a nossa repórter vai encontrar em sua caminhada.
REPÓRTER:
— O senhor conhece a doença causada pelo mosquito Aedes Egypti? Ele causa muito mal a saúde, se esconde em água parada, nos copos descartáveis, no meio do lixo, garrafas, pneus, poças d’água. O que o senhor tem feito para combatê-los?
ENTREVISTADO:
Eu vou acabar com esses mosquitinhos, no meu quintal eles não vão ter lugar. Eu vou deixar tudo muito bem limpinho. Água parada no meu quintal nem pensar.
REPÓRTER:
— Ei, você já teve a doença causada pelo mosquito, Aedes Egypti?
ENTREVISTADA:
— Lá vem você de novo?
Tô nem ai, tô nem ai, não vem falar destes mosquitos que eu não quero ouvir.
REPÓRTER:
— Senhora, o que tem feito para proteger a sua família contra o mosquito da Dengue? Ele causa dores no corpo, inchaços, vômitos e pode até matar.
ENTREVISTADA:
— Ai meu Deus!!! Eu vou matar, Eu vou matar, Eu vou matar esse mosquitinho. Eu vou matar, Eu vou matar, Eu vou matar, não quero ele atravessando o meu caminho.
REPÓRTER:
— Moço, você já ouviu falar nas campanhas feitas pelo governo no combate aos mosquitos Aedes Egypti?
ENTREVISTADO:
— Sim, e sabe o que eu penso? Olha essa campanha a mesma que outras que eu já vi um dia. Todas passam e o mosquito ficará. Picando, aqui, ali e lá. Com Dengue a gente ficará. Não tem como escapar.
MOSQUITOS:
Mosquitos unidos, jamais serão vencidos.
— Assim, meus amigos, só unidos poderemos lutar e vencer esta doença causada por esses mosquitos malvados, que estão tirando do sério a população brasileira e deixando em pânico a nossa sociedade.
VOLTAM OS FANTOCHES.
MARINALVA:
__Viu, Cumade? Vamos fazer nossa parte e alertar nossos vizinhos.
SERAFINA:
__Vamos Cumade Marinalva! Pra acabar com a dengue a água e a gente não pode ficar parada.
Terminada a peça, a turma cantou o Cordel "Não fique aí parado! produzido com a participação de todos para este fim. Veja como ficou:
Não fique parado!
Meus amigos atenção
Cuide da sua, casa então.
O mosquito transmite a dengue
Não fique parado não.
Ele se chama Aedes aegypti
E pode acabar com a nação.
Vamos acabar com a dengue,
Veja só a transmissão:
Ela pega um primeiro
Depois pega um montão.
Cuidado com a dengue,
Ela pode te deixar no chão.
A dengue causa febre,
Febre alta não é mole não!
Suor frio e dor de cabeça
Vômitos e queda de pressão
Manchas vermelhas pelo corpo,
Preste muita atenção!
Não fique aí parado
Não deixe água acumulada.
Cuide bem do seu quintal
Vasilhas deixe bem tampadas.
Não fique de mãos atadas
Se não o mosquito ataca.
Aí moçada, o mundo pede pra avisar
A água tá escassa
Vamos economizar.
O papo é muito sério, você deve analisar
Evitar o desperdício quando a água utilizar.
Se continuar assim... ninguém quer profetizar,
mas tá na cara, tá ruim , ela pode acabar!
O sucesso foi tanto que a turma foi convidada para apresentar a peça também para os alunos do turno da manhã.
OBSERVAÇÕES:
1. O texto da peça teatral, referente à parte dos fantoches, é de autoria do Professor Rogério Trindade.
2. O texto referente às entrevistas é uma adaptação do Professor Rogério Trindade para o texto de autoria de Maria Miranda de Souza.
3. O Cordel "Não fique aí parado! é de autoria do grupo de alunos da 4ª série (produção de texto coletiva).
4. O Rap da Água foi extraído do Livro Projeto Buriti, 5º Ano, da Editora Moderna.
Mais fotos
23 de abr. de 2010
Atividade com Cordel: Produção de Texto (Dengue)
A partir da leitura do Cartaz Instrucional sobre a Dengue, fizemos a leitura de panfletos sobre a doença.
12 de dez. de 2009
ÚLTIMA ATIVIDADE DO PROJETO "LER É UMA BELEZA" EM 2009
16 de out. de 2009
LEITURA: CORDEL
Cordel adolescente, ó xente!
Sou mocinha nordestina,
Meu nome é Doralice,
Tenho treze anos de idade,
Conto e reconto o que disse,
Pois me chamo Doralice,
Sou quem vende meu cordel
Nas feiras lindas do longe
Onde a poesia se esconde
Nas sombras do meu chapéu!
Eu falo tudo rimado
No adoçado da palavra
Do Nordeste feiticeiro;
No meu jeito brasileiro,
Aqui vim dizer e digo
Que escrevo muito livro
Que penduro num cordel,
Todo fato acontecido
Eu coloco no papel!
Vim pra feira, noutro dia,
Armei a minha poesia
Num cordel de horizonte,
Quem passasse no defronte
Daquilo que eu vendia,
Parava e me escutava,
Pois sou mocinha falante,
Declamava o que escrevia!
Contei de uma garota
Que amava um cangaceiro,
Era um tal cabra da peste,
Um valentão do Nordeste
Que montava a ventania,
Trazia susto e coragem
Por cada canto que ia!
Virge Maria!
O nome da tal mocinha?
Não digo... é um segredo,
Escrevo o que não devo,
Invento, pois tenho medo
De contar que a tal menina
Era... toda fantasia!
(...)
Sylvia Orthof. Cordel adolescente, ó xente!. São Paulo, Quinteto, 1996.
Atividades
1. O nome cordel deve-se ao fato de, antigamente, na Espanha e em Portugal, onde surgiram, esses folhetos serem pendurados em cordas ou barbantes, como se fossem roupas em um varal. Sabendo disso, copie da 3ª estrofe os dois versos que comprovem essa informação.
2. Os folhetos de cordel costumam ser vendidos em feiras e mercados. Na 1ª estrofe, há dois versos que tratam desse assunto. Copie-os.
3. Em que região do país se passam as histórias de cordel que Doralice conta? Explique como foi possível saber isso.
4. O que era a ventania do cangaceiro?
5. O que significa a expressão "ó xente!" que aparece no título do texto?
6. Nos poemas de cordel há a presença de versos que rimam. Que tal começar a rimar? Crie estrofes de dois versos usando os pares de palavras abaixo.
a) AMIZADE - FELICIDADE
b) ALEGRIA - HARMONIA
c) SOL - GIRASSOL
9 de out. de 2009
PRODUÇÃO DE TEXTO: CORDEL
PRODUÇÃO DE TEXTO – CRIANDO UM CORDEL
Que tal produzir um cordel sobre você? Seu objetivo ao escrever esse texto é possibilitar aos seus destinatários que o(a) conheçam melhor.
Para ajudá-lo(a) nessa atividade, são apresentadas algumas dicas importantes.
Liste algumas informações a seu respeito, como sua idade e as coisas de que gosta. Se desejar, inclua nessa lista suas qualidades e, por que não, seus defeitos também. Veja só como ficou a lista deste menino que mora no Rio de Janeiro:
nome: Luís Fernando
idade: 11 anos
do que eu gosto: surfar e jogar bola
do que eu não gosto: de acordar tarde
qualidade: estudioso
defeito: impaciente
Faça um rascunho de suas idéias e de seu texto.
Capriche nas rimas para deixar seu texto gracioso e proporcionar uma leitura cadenciada, melodiosa. Observe as rimas que surgiram a partir das palavras que o garoto listou:
Luís Fernando – festejando
surfar – mar
escola – bola
impaciente – inteligente
estudioso – amoroso
anos – brincamos
Veja como ficou o cordel de Luís Fernando:
Cordel de surfista
Sou carioca do Rio de Janeiro
Muito prazer, sou Luís Fernando
Fiz ontem 11 anos de idade
Uma festa estavam preparando
Chegaram os amigos da escola
E passamos o dia festejando
Tenho ainda os amigos da praia
Eles também gostam de surfar
Pela manhã pego a minha prancha
E então vamos manobrar no mar
E logo a turma do futebol
Chega na praia para jogar
Após o almoço vou estudar
O meu estudo é essencial
Gosto muito de ir para a escola
Pois o professor é bem legal
Ele ensina muitas coisas boas
Para eu ser um bom profissional.
Depois de produzir as rimas, é só produzir o seu cordel.
Crie um título bem interessante para ele.
Se quiser, você também pode ilustrar o seu texto.
Sugestões para trabalhar cordel? Envie-as para lereumabeleza@gmail.com
LEITURA: CORDEL
O Vendedor de ovos
Um homem vendia ovos
numa feira da usina
numa época de São João
uma senhora grã-fina
lhe encomendou ovos grandes
que não tivessem ruína
Ele carregou a égua
com dois pares de caixão
e os ovos da mulher
colocou no caldeirão
e amontou-se na égua
levando o mesmo na mão
Ao passar na linha férrea
o maquinista lhe avistou
montado no meio da carga
o maquinista apitou
e com o apito da máquina
a égua se assustou
E na corda do apito
o maquinista pendurou-se
com o apito estridente
a égua mais espantou-se
e o caldeirão com os ovos
da mulher, logo quebrou-se
O homem pulou da carga
logo a cangalha virou
e as quatro caixas de ovos
de serra abaixo embolou
a égua vidrou os olhos
e no momento endoidou
Correu da estrada afora
com o pescoço levantado
o homem foi pegar ela
caiu dentro dum valado
a estrada virou lama
fedendo a ovo quebrado
Voltou o pobre pra casa
com a roupa toda molhada
as caixas fedendo a ovos
e a cangalha quebrada
e a égua findou a vida
para sempre espantada.
Fim
Sugestões: Explorar as rimas, número de versos e estrofes e a linguagem utilizada.
LEITURA: CORDEL
As histórias de cordel costumam vir ilustradas com xilogravuras, um processo artesanal de impressão de imagens. As xilogravuras são ilustrações feitas a partir de gravuras talhadas em madeira, um tipo de arte muito comum no nordeste do Brasil. A seguir, algumas xilogravuras produzidas por José Borges, um dos mais importantes gravuristas de nosso país.
ATIVIDADE PARA DOWNLOAD
LEITURA: CORDEL
Autores famosos também escrevem cordel! O exemplo a seguir foi escrito por Ana Maria Machado. Os alunos podem observar o ritmo das palavras e da fala melodiosa, além de adorarem cantar. O texto está disponível no livro "Alegria de Saber" - Português - 4ª série e chama-se "A peleja". Vale a pena trabalhar também as atividades do livro que, dentre outros aspectos, explora os traços físicos e psicológicos dos personagens.







